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Tipo do documento: Tese
Título: Associação entre HIV e alterações auditivas em crianças
Título(s) alternativo(s): Association between HIV and hearing impairment in children
Autor: BENTIVI, Janaina Oliveira 
Primeiro orientador: AZEVEDO, Conceição de Maria Pedrozo e Silva de
Primeiro membro da banca: AZEVEDO, Conceição de Maria Pedrozo e Silva de
Segundo membro da banca: SIMÕES, Vanda Maria Ferreira
Terceiro membro da banca: NASCIMENTO, Flávia Raquel Fernandes do
Quarto membro da banca: BRANCO, Maria dos Remédios Freitas Carvalho
Quinto membro da banca: LOPES, Monique Kelly Duarte
Resumo: A associação entre HIV/AIDS e perda auditiva em crianças tem achados inconsistentes na literatura, principalmente sobre o tipo de perda auditiva e a influência da contagem de linfócitos T CD 4 ou da carga viral. Há carência de protocolos nacionais de acompanhamento da saúde auditiva de crianças com HIV/AIDS, diferente das crianças com HIV e co-infecção sífilis ou toxoplasmose. Para avaliar o impacto da infecção pelo HIV na perda auditiva de crianças e orientar medidas de prevenção, diagnóstico precoce e reabilitação, propôs-se estudar a associação entre HIV e alterações auditivas em crianças, com maior detalhamento metodológico e visando minimizar fatores confundidores destacados nas revisões de literatura apreciadas. Foi realizado um estudo transversal em dois serviços de referência (Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão e Centro de Saúde de Fátima), incluindo crianças de 18 meses a 12 anos de idade com diagnóstico confirmado de infecção pelo HIV. O grupo de comparação foi composto por crianças sem HIV. Após aplicação de questionário semi-estruturado aos acompanhantes ou responsáveis, as crianças foram submetidas a otoscopia e à primeira etapa de exames audiológicos (emissões otoacústicas e timpanometria). Na presença de queixas ou alterações à otoscopia ou na primeira etapa, as crianças foram encaminhadas para a segunda etapa de exames audiológicos (audiometria tonal ou audiometria de tronco encefálico). O software STATA 12.0 foi usado para a análise estatística. Avaliaram- se 42 crianças vivendo com HIV e 41 crianças do grupo de comparação. A maioria das crianças com HIV (59,5%) nasceu de mães sem o diagnóstico da infecção até o parto. Houve diferença significativa entre os grupos com relação à frequência de queixas auditivas (p= 0,005), alterações à otoscopia (p= 0,026), percentual de falhas às emissões otoacústicas (p= 0,06) e alterações à timpanometria (p< 0,001). O único tipo de perda auditiva encontrada foi a condutiva. Não houve correlação entre a contagem de células T CD4, carga viral, esquema da terapia antirretroviral ou tempo de tratamento e perda auditiva. A infecção pelo HIV foi evidenciada como fator de risco para falha às emissões otoacústicas (OR= 7,02; p= 0,011). O predomínio de perda auditiva relacionada a alterações de orelha média em crianças com HIV coincide com diversos estudos da literatura. As falhas na atenção pré-natal e a infecção via aleitamento materno levam ao diagnóstico tardio da infecção pelo HIV, sem orientação de monitoramento auditivo até o terceiro ano de vida, como orienta o Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva. A inexistência de cura para a infecção por este vírus impõe a exposição aos efeitos diretos e indiretos do HIV destas crianças até avançada idade, com acúmulo progressivo de danos audiológicos. Propõe-se protocolo estendido de testagem para prevenção da transmissão vertical do HIV independente de suspeita de infecção materna e sugere-se rastreamento auditivo anual de crianças com HIV até a adolescência. Profissionais de saúde e gestores devem atentar para esta problemática da transmissão vertical do HIV e da saúde auditiva destas crianças, prevenindo impactos no seu desenvolvimento.
Abstract: The association between HIV/AIDS and hearing loss among children has inconsistent data in the literature, especially those regarding the most frequent type of hearing loss and the influence of viral load and CD4 lymphocyte counts. There is a lack of national protocols regarding the audiological follow up of children living with HIV/AIDS, like those for children with HIV and co-infection with syphilis and toxoplasmosis. To improve the knowledge about the influence of HIV on the hearing of children and encourage measures for prevention, early diagnosis and rehabilitation, we proposed to study the association between HIV and hearing loss, with greater methodological detailing and minimized confounding factors. This study was conducted in two referral institutions (Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão e Centro de Saúde de Fátima). The study group was composed by 18-months to 12-years-old children diagnosed with HIV infection. The comparison group was children not living with HIV. After otoscopy, patients have been referred to perform otoacoustic emissions exam and tympanometry. If they fail, or the otoscopy is abnormal, or parents have complaints, a second exam (pure-tone audiometry and auditory brainstem response) was performed. The STATA 12.0 program was used to carry on the statistical analysis of the data. Forty-two children living with HIV and 41 controls were evaluated. Most of the children (59.5%) were born from mothers without the diagnosis of HIV infection until delivery. There was significant difference in the incidence of complaints (p= 0.005), abnormal otoscopy (p= 0.026), fail in otoacoustic emissions (p= 0.006) and abnoral tympanometry (p= 0.000). The only type of hearing loss found was conductive. Viral load, CD4 lymphocyte count, antiretroviral therapy and time of treatment were not correlated to fail in otoacoustic emissions. HIV infection was shown as risk fator for hearing loss (OR= 7.02; p= 0.011). Hearing loss related to middle ear impariment among children with HIV is described in literature. Failures in prenatal care and infection through breastfeeding lead to late diagnosis of HIV infection and no audiological follow up until the third year of life as recommended by the Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva. The lack of cure for infection by this virus requires long exposure to direct and indirect effects of HIV these children to old age, with progressive accumulation of auditory damage. Extended test protocols for the prevention of mother-to-child infection regardless the suspicion of maternal infection is proposed. Also, annual auditory screening of children with HIV through adolescence is suggested. Health professionals and managers should pay attention to the problem of vertical transmission of HIV and audiological evaluation of these children, preventing impacts on their development.
Palavras-chave: HIV;
síndrome de imunodeficiência adquirida;
audiometria;
potenciais evocados auditivos do tronco encefálico;
emissões otoacústicas espontâneas;
criança;
surdez;
perda auditiva.
HIV;
acquired immunodeficiency syndrome;
audiometry;
auditory brainstem response;
otoacoustic emissions;
children;
deafness;
hearing loss.
Área(s) do CNPq: Ciências da Saúde
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: DEPARTAMENTO DE MEDICINA I/CCBS
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE/CCBS
Citação: BENTIVI, Janaina Oliveira. Associação entre HIV e alterações auditivas em crianças. 2019. 106 f. Tese (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde/CCBS) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/tede/3720
Data de defesa: 19-Dec-2019
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