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Tipo do documento: Tese
Título: A morte na Unidade de Terapia Intensiva: o agir e o sentir do profissional de saúde
Título(s) alternativo(s): Death in the Intensive Care Unit: the action and feeling of the health professional
Autor: NINA, Rachel Vilela de Abreu Haickel 
Primeiro orientador: LAMY, Zeni Carvalho
Primeiro coorientador: GARCIA, João Batista Santos
Primeiro membro da banca: LAMY, Zeni Carvalho
Segundo membro da banca: GARCIA, João Batista Santos
Terceiro membro da banca: MARINHO, Suely Oliveira
Quarto membro da banca: SIMÕES, Vanda Maria Ferreira
Quinto membro da banca: THOMAZ, Érika Bárbara Abreu Fonseca
Resumo: A morte é um processo natural intrinsecamente ligado à vida que traz diferentes emoções e significados, e nas últimas décadas passou do ambiente familiar para o ambiente hospitalar, adicionando uma carga de solidão e negatividade que a levou a ser transformada em tema pouco discutido entre profissionais de saúde. Na formação de enfermeiros e médicos os temas morte e morrer tem sido tratados de forma pouco relevante e os estudantes tem contato com eles em momentos pontuais e cada vez mais raros durante a sua formação. Ao final de sua graduação, ao se depararem com a finitude de seus pacientes sentimentos de fracasso, angústia e impotência podem surgir, e até causar adoecimento nestes profissionais. Na Unidade de Terapia Intensiva a morte é parte de seu cotidiano, pois é o local de ocorrência da maior parte das mortes hospitalares. A UTI, é o espaço destinado a tratamento especializado onde tecnologia e treinamento unem-se a fim de tratar quadros clínicos onde a ameaça à vida está sempre presente, e com isso prolongar o morrer de forma indefinida por muitas vezes. O tratamento destes quadros impõe ao profissional uma necessidade de concentrar-se na doença, fazendo-o esquecer e até renegar o humano daquele corpo ameaçado pela iminência de morte. Transformada em inimiga, a morte é combatida a todo o custo, e durante esta batalha perdemse pelo meio do caminho as relações entre profissional e paciente, entre profissional e sua família. Com objetivo de analisar fatores associados e a percepção do significado e atitudes diante da morte realizou-se um estudo com as metodologias quantitativa e qualitativa de pesquisa. Com a metodologia quantitativa realizou-se um estudo transversal, analítico com profissionais das quatro UTIs de um hospital universitário, entre agosto de 2010 e agosto de 2012 em que consideraram-se cinco diferentes desfechos: significado de morte”; “significado de morte do paciente terminal"; “atitude diante da notícia de morte”; “reanimação do paciente fora de possibilidade terapêutica”; “discussão da ordem de não-ressuscitação” ; utilizou-se regressão de Poisson e logística multinomial (alpha=5%) para estimar as associações. Por meio de questionários e entrevistas semiestruturadas, apenas com os profissionais de terapia intensiva pediátrica utilizou-se a metodologia qualitativa com análise de conteúdo na modalidade temática. Resultados: havia 118 profissionais de trabalhando nas UTIs durante este estudo, 97 foram incluídos nesta pesquisa, e destes 14 foram a amostra da metodologia qualitativa. Havia 52 médicos e 45 enfermeiros cuja idade variou de 24 a 62 anos (M= 38 ± 7,6), 77,32% eram do sexo feminino, idade variando de 27 a 53 anos, o tempo de atuação em UTI variou de 1 a 32 anos e que trabalhavam em média 43 horas semanais. O significado da morte variou de acordo com a categoria profissional, tipo de UTI e carga horária semanal. Quanto à atitude diante da notícia de morte enfermeiros e profissionais cuja carga horária semanal é maior que 60 h compartilham a comunicação; aqueles que afirmaram terem seu comportamento diante da notícia de morte ser influenciado pela educação e os enfermeiros concordaram com a reanimação do paciente terminal; profissionais com mais de 38 anos, que trabalham em UTI infantil concordaram que a ONR deve ser discutida. Entre aqueles que trabalhavam com crianças o sentimento de ambivalência diante da situação de morte esteve relacionado à condição clínica e ao contexto em que se inseria aquela criança. A ansiedade, emoção muito presente entre estes profissionais pode despertar culpa e impotência demonstrando a complexidade envolvida na percepção da morte. Utilizam-se da religião como mecanismo de enfrentamento e reconhecem a falta de preparo durante a graduação e pós-graduação. Concluiu-se que o sentir foi associado a carga horária semanal, categoria profissional e o tipo de UTI em que trabalham, enquanto que o agir associou-se à formação profissional e à categoria; em relação à morte de crianças, esta desperta sentimentos contraditórios em profissionais de saúde, que se utilizam da religião e do envolvimento com a família para enfrentá-la e ressentem-se da falta de contato com o tema durante a sua formação.
Abstract: Death is a natural process intrinsically linked to life that brings different emotions and meanings, and in recent decades has moved from the familiar environment for the hospital environment, adding a burden of loneliness and negativity that caused her to be transformed into a subject rarely discussed among health professionals. In the training of nurses and doctors death and dying has been shalowed treated and the students have contact with them at specific times and increasingly rare during their training. At the end of their graduation, when faced with the finitude of their patients feelings of failure, anxiety and helplessness may arise, and even cause illness in these professionals. In ICU death is part of their daily lives, it is the place of occurrence of the majority of hospital deaths. The ICU is the space for specialized treatment where technology and training unite to address clinical situations where the threat to life is always present, and thus prolong the dying indefinitely many times. The treatment of these conditions requires the professional to a need to focus on the disease, making him forget and even deny that the human body threatened by the imminence of death. Transformed into an enemy, death is fought at all costs, and during this battle the relationship between professional and patient/family is lost. Aiming to analyze factors associated with the perception of the meaning and attitudes toward death held a study with quantitative and qualitative methods of research. With the quantitative methodology performed a crosssectional study, analytical professional with the four ICUs of a university hospital between August 2010 and August 2012 in which we considered five different outcomes: meaning of death ";" meaning of the patient's death terminal ";" attitude at the news of the death "; "resuscitation of the patient without therapeutic possibility "," discussion of non-resuscitation order ", we used Poisson regression and multinomial logistic (alpha = 5%) to estimate associations. Through questionnaires and semi-structured interviews with professionals from pediatric intensive care, we used qualitative methodology with analysis of the thematic content. Results: there were 118 professionals working in the ICU during the study, 97 were included in this research , and of these 14 were the sample of qualitative methodology. had 52 doctors and 45 nurses whose age ranged from 24 to 62 years (M = 38 ± 7.6), 77.32% were female, aged 27-53 years, the time in the ICU ranged from 1 to 32 years and who worked on average 43 hours weekly. meaning of death varied according to the professional category, type of ICU and weekly workload. Regarding attitude to death news and nurses and those who had weekly workload greater than 60 h share the communication, who said to have their behavior at the news of death to be influenced by education and nurses agreed with the resuscitation of the patient terminal; professionals with over 38 years working in ICU children agreed that the DNR should be discussed. Among those who worked with children a sense of ambivalence about the situation of death was related to the clinical condition and the context in which it took that child. Anxiety, emotion very present among these professionals can arouse guilt and helplessness demonstrating the complexity involved in the perception of death. They use religion as a coping mechanism and recognize the lack of preparation during undergraduate and postgraduate. In conclusion we sought that the feeling was associated with workload weekly professional category and type of ICU in which they work, while the act was associated with vocational training and category, in relation to the death of children, this arouses mixed feelings in health professionals, who use the religion and involvement Family to face it and resent the lack of contact with the subject during their training.
Palavras-chave: Percepção de morte
Profissionais de saúde
Terapia intensiva
Percepção
Atitude diante da morte
Crianças
Perception of death
Healthcare
Intensive care
Perception
Attitudes towards death
Children
Área(s) do CNPq: Ciências da Saúde
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA/CCBS
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA/CCBS
Citação: NINA, Rachel Vilela de Abreu Haickel. A morte na Unidade de Terapia Intensiva: o agir e o sentir do profissional de saúde. 2013. 104 f. Tese (Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva/CCBS) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2013.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/tede/3195
Data de defesa: 22-Jun-2013
Appears in Collections:TESE DE DOUTORADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA

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