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Tipo do documento: Dissertação
Título: MEMÓRIA E RESSIGNIFICAÇÃO DA HISTÓRIA EM LUEJI, O NASCIMENTO DE UM IMPÉRIO: interlocução entre tradição e memória na Angola de Pepetela.
Título(s) alternativo(s): MEMORY AND SIGNIFICANCE OF HISTORY IN LUEJI, THE BIRTH OF AN EMPIRE: interlocution between tradition and memory in Angola of Pepetela.
Autor: MESQUITA, Fábio Henrique Novais de 
Primeiro orientador: FEITOSA, Márcia Manir Miguel
Primeiro membro da banca: FEITOSA, Márcia Manir Miguel
Segundo membro da banca: SANTOS, Naiara Sales Araújo
Terceiro membro da banca: SANTOS, Silvana Maria Pantoja dos
Resumo: A partir das principais teorias sobre memória, esta pesquisa investe numa análise da literatura angolana escrita em língua portuguesa a partir do romance Lueji, o nascimento de um império (1989), de Pepetela, escritor mais expressivo da prosa romanesca deste país. Esta obra figura como uma de suas mais importantes criações por buscar raízes de uma angolanidade précolonial para pôr em xeque a imposição do modelo europeu em detrimento da cultura local. Além disso, revela a grande tensão que existe entre a tradição e a modernidade, num constante diálogo, nos dois espaços-tempos, em que a rainha Lueji e a bailarina Lu discutem com seus contemporâneos sobre a validade das tradições ancestrais para os seus presentes. Por isso, é importante compreender a memória como um agente de ressignificação do passado, a partir das impressões do presente. Dentre os autores que se debruçaram sobre os estudos da memória, traremos para este diálogo Maurice Halbwachs (2003), Michel Pollak (1989), Joel Candau (2016), Paul Ricouer (1994; 2007) que reconhecem neste fenômeno a possibilidade de reorganização do mundo vivido por sujeitos ainda em contato com as redes sociais em que a memória é formada. Contudo, para que possamos compreender este mundo vivido do angolano, é necessário que compreendamos como ele se relaciona com seu espaço territorial e subjetivo, por isso, a Geografia Humanista Cultural, a GHC, nos brinda com autores como Eric Dardel (2011), Yi-Fu Tuan (2013), cujas pesquisas reconhecem a experiência fenomenológica como fundamental para a percepção do espaço e do lugar como categorias humanizadas pela ação subjetiva dos indivíduos que habitam e constroem o mundo vivido. Para isso, é necessário que o sujeito angolano se sinta agente de sua história e não mais objeto de estudo. Narrar e ser o sujeito da própria história fazem parte de uma proposta afrocêntrica cunhada por Molefi Kete Asante (2009), José P. Castiano (2010) e Inocência Mata (2012; 2014), que buscam em referenciais africanos, como Hampaté-Bâ (2010) e Vansina (2010), para uma perspectiva em que os valores e conhecimentos do Sul sejam também possibilidades de análise da realidade, conforme nos propõe Boaventura Santos (2009). Falar sobre tradição em África é falar de um saber oralizado, transmitido de geração em geração, sendo o griot seu principal veículo. Ele tem a mesma função que o trovador exercia na literatura medieval e sua atividade é transposta para a narrativa escrita e assumida pelos narradores da trama. Logo, iremos estudar também a especificidade do foco narrativo que, na escrita pepeteliana, se configura de maneira diferente. É importante observar que, ao dar voz a diferentes narradores, deslocando o ponto de vista de um narrador central para várias perspectivas narrativas, Pepetela questiona a posição da historiografia positivista com sua pretensão de verdade única dos fatos. Assim, Lídia Chiappini (1985) e Maria Lúcia Dal Farra (1978) nos auxiliarão a compreender a posição dos sujeitos que se propõem a narrar os fatos que experienciaram ou ouviram falar. Como resultado, temos uma literatura híbrida, onde escrita e oralidade formam um novo par que se manifesta em diferentes níveis, de acordo com cada autor.
Abstract: From the main theories on memory, this research invests in an analysis of the Angolan literature written in Portuguese language from the novel Lueji, o nascimento de um império (1989), by Pepetela, the most expressive writer of this country's prose romanesque. This work appears as one of his most important creations for seeking the roots of a pre-colonial Angolanity to challenge the imposition of the European model to the detriment of the local culture. In addition, it reveals the great tension between tradition and modernity in a constant dialogue in the two space-times, in which Queen Lueji and ballerina Lu discuss with their contemporaries the validity of the ancestral traditions for their present. It is therefore important to understand memory as an agent of re-signification of the past, from the impressions of the present. Among these authors, Maurice Halbwachs (2003), Michel Pollak (1989), Joel Candau (2016) and Paul Ricouer (1994; 2007) recognize the possibility of reorganizing the world lived by people still in contact with the social networks in which memory is formed. However, in order for us to understand this lived world of the Angolan, we must understand how it relates to its territorial and subjective space, so the Humanist Cultural Geography, GHC, offers us with authors such as Eric Dardel (2011), Yi -Fu Tuan (2013), whose research recognizes the phenomenological experience as fundamental for the perception of space and place as categories humanized by the subjective action of the individuals who inhabit and build the lived world. For this, it is necessary that the Angolan subject feels like agent of its history and no longer object of study. Narrating and being the subject of the story itself are part of an afrocentric proposal coined by Molefi Kete Asante (2009), José P. Castiano (2010) and Innocence Mata (2012, 2014), who seek in African references such as Hampaté-Bâ 2010) and Vansina (2010), for a perspective in which the values and knowledge of the South are also possibilities of analysis of reality, as proposed by Boaventura Santos. To speak about tradition in Africa is to speak of an oralized knowledge transmitted from generation to generation, the griot being its main vehicle. It has the same function that the troubadour exerted in the medieval literature and its activity is transposed to the written narrative and assumed by the narrators of the plot. Therefore, we will also study the specificity of the narrative focus which, in Pepetelian writing, is configured differently. It is important to note that, by giving voice to different narrators, shifting the central narrator's point of view to various narrative perspectives, Pepetela questions the position of positivist historiography with its claim to truth unique to facts. Thus, Lídia Chiappini (1985) and Maria Lúcia Dal Farra (1978) will help us understand the position of subjects who intend to narrate the facts they have experienced or heard about. As a result, we have a hybrid literature, where writing and orality form a new pair that manifests itself at different levels, according to each author.
Palavras-chave: Angola; Pepetela; Lueji; Memória; Tradição
Angola; Pepetela; Lueji; Memory; Tradition
Área(s) do CNPq: Teoria e Análise Lingüística.
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: DEPARTAMENTO DE LETRAS/CCH
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS/CCH
Citação: MESQUITA, Fábio Henrique Novais de. Memória e Ressignificação da História em LUEJI, O NASCIMENTO DE UM IMPÉRIO: interlocução entre tradição e memória na Angola de Pepetela.. 2018. 97 folhas. Dissertação( Programa de Pós-Graduação em Letras/CCH) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/tede/2375
Data de defesa: 3-Jul-2018
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