@PHDTHESIS{ 2026:865271129, title = {Nas correntezas da ambivalência: representações sociais de afetos manifestos e latentes da docência na cotidianidade da escola contemporânea}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7206", abstract = "Este estudo abarca metaforicamente as águas de um rio, revelando a relação afetiva com o Rio Mearim, que banha a cidade de Pedreiras-MA. Objetiva investigar os afetos manifestos e latentes nas representações sociais de professores na sua cotidianidade laboral na escola U.E. Carlos Martins, situada nesse município. O objeto do estudo pauta-se, pois, na ambivalência afetiva manifesta e latente nas representações sociais de professores, abarcando o prazer e o desprazer no exercício laboral. A escolha pela Teoria das Representações Sociais, na linha processual moscoviciana, que se debruça sobre o senso comum, se fez por lançar mão da complexidade das relações sociais construídas no processo interativo de produção do conhecimento, onde imagens e sentidos dão forma aos saberes e condutas dos sujeitos, princípios que levam à compreensão dos significados das manifestações de afetos dos professores na cotidianidade escolar. Diante disso, levantou-se os questionamentos: Que afetos se manifestam na cotidianidade das instituições escolares? Como os afetos manifestos na cotidianidade dão forma a sistemas de saber do professor? Quais imagens e sentidos estão presentes na manifestação afetiva na construção de representações sociais de professores numa escola de ensino fundamental? A investigação desenvolveu-se com pesquisa bibliográfica e de campo. O estudo bibliográfico sobre a escola e os professores apoiou-se em Freire (1987, 2011); Nóvoa (1992, 2009); Arroyo (2003); Frigotto (2010); Melo, Bonfim e Moraes (2023); entre outros. As discussões sobre afetos foram apoiadas transversalmente em autores da Psicologia Social e das Representações Sociais como Moscovici (1978, 2005, 2012, 2015); Jodelet (2005, 2019, 2021); Arruda (2009, 2010); Ornellas (2009, 2021); Jovchelovich (2005, 2009); Lane (1981); Bonfim (2007); e outros, e de áreas da Psicologia do Desenvolvimento como Wallon (1954, 1999, 2007); Vygotsky (1998); e Piaget (1976). Os estudos alinharam-se aos saberes teóricos construídos e compartilhados nos momentos de orientação com Bonfim (2022 a 2026), que perpassaram todo o estudo. Os dados foram coletados através de quatro dispositivos: Observação não estruturada, em aulas de disciplinas diversas e na sala dos professores em horários de intervalo, visando considerar os sujeitos em seu ambiente de forma natural, sem qualquer intervenção; Questionário de Perfil, objetivando conhecer o perfil dos participantes; envio de Carta ao Docente, estimulando a escrita de narrativas por parte do(a) professor(a) sobre sua atividade profissional cotidiana, tendo em vista a dimensão afetiva; e, por fim, Entrevista Semiestruturada com a equipe gestora, visando captar aspectos não aparentes, mas presentes na cotidianidade educativa. O tratamento dos dados foi realizado com a Técnica de Análise de Conteúdo de Bardin (2016), visto permitir a dedução, a inferência e a compreensão dos dados colhidos para além das aparências. Utilizou-se, pois, Quadros de Dupla Entrada que agrupam os núcleos de sentido contidos nas respostas dos participantes, por sua vez organizados em lado A (disposto de forma vertical) e lado B (disposto na horizontal). Os dois lados foram cruzados, fazendo surgir as categorias de análise. Conclusivamente, a ambivalência afetiva constitui uma característica central da experiência docente na escola contemporânea em que, de um lado, muitos professores mantêm um investimento simbólico na profissão, alimentados por valores como compromisso social, desejo de contribuir com a formação dos alunos, realização profissional e identificação com o ato de ensinar. Por outro lado, as dificuldades estruturais do trabalho, refletidas na falta de reconhecimento social e no desgaste cotidiano, produzem sentimentos de frustração, cansaço e desmotivação. Os resultados possibilitam a formulação de uma proposição teórica e conceitual da Latência Afetivo-Representacional da Docência – LARD, que interpreta a latência afetiva como estruturante da ação docente. Ou seja, o trabalho docente organizado por afetos latentes, na maioria das vezes, desprazerosos, é reorganizado e estruturado de forma a manifestar resistência e persistência no exercício laboral.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO/CCSO}, note = {DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO I/CCSO} }