@MASTERSTHESIS{ 2026:2025344986, title = {Mortalidade prematura por hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus no Maranhão: análise de tendência (2015-2024) e projeções para 2030}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7197", abstract = "Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), especialmente a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM), configuram-se como importantes causas de mortalidade prematura (30 a 69 anos), representando um desafio para a Atenção Primária à Saúde (APS). Em contextos regionais como o estado do Maranhão, esse cenário se agrava, impactando a organização do cuidado no território. Buscas realizadas em bases de dados científicas evidenciam uma produção ainda incipiente acerca da tendência da taxa de mortalidade prematura por HAS e DM, especialmente no Maranhão, não sendo identificados estudos que abordem de forma específica essa problemática no contexto local. Objetivo: Analisar a tendência temporal da mortalidade prematura por HAS e DM no Maranhão, no período de 2015 a 2024, com projeções para o cenário epidemiológico até 2030. Metodologia: Estudo ecológico de série temporal, com utilização de dados secundários do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 2015 a 2024, com projeções para 2025-2030. As causas básicas de óbito foram classificadas segundo a CID-10, considerando os códigos I10 a I15 (HAS) e E10 a E14 (DM). A taxa de mortalidade prematura por HAS e DM foi calculada pela razão entre o número de óbitos na faixa etária de 30 a 69 anos e a população residente correspondente, multiplicada por 100.000 habitantes. A análise estatística utilizou modelagem estocástica por meio do Modelo M6, ajustado via inferência bayesiana no software R, com validação por técnica de validação cruzada. Resultados: Foram registrados 3.624 óbitos no período analisado. A taxa de mortalidade prematura por HAS e DM manteve estabilidade nas faixas etárias mais jovens e apresentou aumento progressivo a partir dos 50 anos, com valores máximos entre 65 e 69 anos. Observou-se tendência geral de declínio ao longo do período, interrompida por aumento no ano de 2020, seguido de retomada da tendência de queda. As estimativas do parâmetro kt2 do modelo M6 indicaram trajetória ascendente, sugerindo aumento na inclinação da mortalidade ao longo do tempo. As projeções para o período de 2025 a 2030 indicaram crescimento das taxas de mortalidade, especialmente na faixa etária de 60 a 69 anos, enquanto grupos mais jovens apresentaram baixa variação. Conclusões: A mortalidade prematura por HAS e DM no Maranhão apresenta padrão associado ao envelhecimento populacional e à intensificação do risco após os 50 anos, com tendência de crescimento nas projeções até 2030. Esses achados indicam risco de não cumprimento da Meta 3.4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e reforçam a necessidade de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, com uso de ferramentas epidemiológicas para qualificar o planejamento e a organização das ações de saúde no território.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDE - REDE NORDESTE DE FORMAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA/CCBS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM/CCBS} }