@MASTERSTHESIS{ 2026:1339008468, title = {Famílias chefiadas por mulheres na sociedade capitalista: uma análise de famílias monoparentais femininas no Município de São Luís - MA}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7140", abstract = "A presente dissertação, intitulada “Famílias Chefiadas por Mulheres na Sociedade Capitalista: uma análise de famílias monoparentais femininas no município de São Luís – MA”, tem como escopo central analisar a realidade das famílias monoparentais femininas pobres na sociedade capitalista, em São Luís - MA, considerando as desigualdades de gênero, as condições socioeconômicas e os desafios enfrentados pelas mulheres na condução e manutenção da família. A análise parte da compreensão de que a sociedade capitalista produz e reproduz desigualdades de gênero que interferem diretamente na vida das mulheres, especialmente daquelas que chefiam suas famílias sem a presença do cônjuge. Nesse contexto, discutiu-se a condição da mulher na sociedade capitalista, evidenciando como fatores econômicos, sociais e culturais contribuem para a sobrecarga feminina, marcada pela acumulação das responsabilidades pelo sustento da família, pelo trabalho doméstico e pelas atividades de cuidado. O estudo refletiu sobre a divisão sexual do trabalho, compreendida como uma construção histórica e social responsável por estabelecer funções diferenciadas para homens e mulheres no interior da sociedade. O debate sobre o papel do Estado na sociedade capitalista, que embora formule e implemente políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero, tais políticas mostram-se insuficientes para enfrentar as desigualdades estruturais vivenciadas pelas mulheres chefes de família. A pesquisa contou com uma etapa empírica, acrescida da análise dos dados coletados que possibilitou a compreensão dos desafios enfrentados pelas chefes de família monoparentais, evidenciando as dificuldades relacionadas ao trabalho, à renda, ao cuidado familiar e ao acesso às políticas públicas. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, fundamentada em levantamento bibliográfico e pesquisa de campo. Para a coleta de dados, foram utilizadas entrevistas semiestruturadas realizadas com mulheres que exercem a chefia de suas famílias sem a presença do cônjuge e, preferencialmente, com filhos. A escolha desse procedimento metodológico permitiu captar as experiências, percepções e vivências dessas mulheres de forma ampla. Os resultados desta pesquisa demonstram que a chefia familiar feminina monoparental não representa, por si só, um processo de emancipação das mulheres. Em muitos casos, ela expressa a ampliação das responsabilidades atribuídas às mulheres sem a correspondente redistribuição das atividades de cuidado entre homens, Estado e sociedade. Os achados também evidenciam que a chefia familiar feminina não pode ser compreendida como uma condição natural, mas como expressão da articulação entre patriarcado, capitalismo, insuficiência das políticas públicas de proteção social e a persistente desresponsabilização paterna em relação ao cuidado e à provisão familiar. Conclui-se que o aumento da chefia familiar feminina monoparental não se configurou como uma escolha livre e autônoma, mas como expressão das desigualdades produzidas pela sociedade capitalista, articuladas às relações patriarcais.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS/CCSO}, note = {DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL/CCSO} }