@MASTERSTHESIS{ 2026:668770314, title = {Sou bravo, sou forte, sou filho do Norte: a construção discursiva do indígena no Bumba meu boi de Morros - MA}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7127", abstract = "O Bumba meu Boi é uma manifestação cultural enraizada na vida simbólica e social em determinadas localidades do estado do Maranhão. Uma expressão popular viva, dinâmica e performática, que articula memória, identidade e resistência. Nessa dimensão que é a celebração, o Bumba meu Boi de Morros – MA opera como um lugar de produção de discursos e disputa de sentidos. Nesse cenário o indígena é construído discursivamente. Ele vai além de um adorno cênico; esse personagem carrega uma densidade simbólica, que convoca a memória coletiva e atua nos tensionamentos entre tradição e transformação. Compreender os significados produzidos pelo indígena implica em analisar como os discursos se manifestam, revelando simultaneamente estratégias de resistência. No Bumba meu Boi de Morros – MA, analisamos o lugar que o indígena ocupa nesse grupo e a construção de significados, considerando como esse lugar é discursivamente produzido. Partimos do princípio de que o indígena é construído discursivamente, sendo ressignificado constantemente. Diante desse cenário, a presente pesquisa se orienta pela seguinte pergunta: “como o indígena é construído discursivamente no Bumba meu Boi de Morros – MA?”, tendo como ponto de partida a temática de 2024 “É necessário nascer de novo”. Consideramos a relação dessa construção discursiva com a narrativa do auto do Boi. Para isso, elegemos como corpus da nossa pesquisa o registro audiovisual de uma das apresentações de 2024, por considerarmos que essas materialidades possibilitam uma análise multifacetada, integrando elementos orais, visuais e simbólicos. A seleção do Boi de Morros se justifica por seu reconhecimento como um grupo que é colocado, por seus próprios participantes, como lugar de inovação dentro da festa, tanto pelas temáticas contemporâneas que aborda quanto pela presença marcante de corpos malhados e preparados para a performance, o que, por conseguinte comunica sentidos e valores. Para fundamentar esta pesquisa, adotamos a Análise de Discurso Materialista(ADM), mobilizando conceitos como sujeito, ideologia, memória discursiva, interdiscurso, formação discursiva e formação ideológica, de modo a compreender os deslizamentos, os deslocamentos de significados e as reverberações do discurso que se manifestam na construção do indígena nessa manifestação. Para isso, fundamentamo-nos, sobretudo, nos trabalhos de Michel Pêcheux (1993, 1995, 2002, 2009, 2010, 2011, 2017), Eni Orlandi (2007, 2011, 2012, 2015), Indursky (2011, 2013), Silva Filho (2021), além de pesquisadores que reforçam essa mesma perspectiva teórica.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - Campus Bacabal}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS/CCH} }