@PHDTHESIS{ 2026:271335214, title = {Análise espaço-temporal da distribuição de fisioterapeutas e de atendimentos fisioterapêuticos ambulatoriais no sistema único de saúde, Brasil}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7125", abstract = "A oferta de serviços de fisioterapia no SUS é marcada por desigualdades. Esta tese analisou a distribuição espaço-temporal de fisioterapeutas e atendimentos ambulatoriais no SUS, no Brasil e no Maranhão (MA). Foram conduzidos dois estudos ecológicos com dados públicos oficiais. O primeiro investigou a evolução da quantidade de fisioterapeutas e atendimentos no Brasil, de 2008 a 2019, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita e ao orçamento do SUS per capita. O segundo analisou a distribuição desses profissionais e a produção ambulatorial no MA, de 2022 a 2024, considerando fatores socioeconômicos, demográficos, estruturais e de mobilidade e acessibilidade. A análise incluiu covariância, correlações de Pearson e contraste de Tukey no estudo nacional, e testes de associação, índices de Moran e regressão espacial no estudo do Maranhão. No Brasil, o PIB per capita apresentou correlação positiva com fisioterapeutas em todas as unidades federativas (UFs) e com atendimentos em sete UFs, destacando-se Paraíba (r=0,96), Acre (r=0,88) e Amazonas (r=0,84). Observou-se correlação entre atendimentos e orçamento do SUS per capita no Acre (r=0,84), Amazonas (r=0,76), Tocantins (r=0,73), Paraíba (r=0,65) e Rondônia (r=0,64). No Maranhão, houve redução dos municípios com cobertura <1 fisioterapeuta/10 mil habitantes (53 para 19), aumento daqueles com taxa ≥6,67/10 mil habitantes (1 para 9) e ausência de registros de atendimentos em mais de 120 municípios. Clusters Alto-Alto de cobertura e produção concentraram-se no leste, centro-leste e oeste do estado. A cobertura de fisioterapeutas associou-se a centros de especialidades (β=0,115) e orçamento SUS per capita (β=0,001) nas regiões de saúde e ao PIB per capita (β=6,839) e policlínicas (β=0,298) nos municípios. Os atendimentos associaram-se a hospitais de trauma (β=188,252) nas regiões de saúde e a unidades básicas de saúde (β=2,190), hospitais de trauma (β=4,559) e internações por cirurgias osteomusculares (β=589,786) nos municípios. Conclui-se que, no Brasil, PIB per capita e orçamento do SUS per capita associaram-se positivamente à disponibilidade de fisioterapeutas e à produção ambulatorial, especialmente nas UFs da região Norte. No Maranhão, persistiram desigualdades territoriais e vazios assistenciais na oferta de fisioterapia no SUS, associados a fatores socioeconômicos e estruturais.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA II/CCBS} }