@MASTERSTHESIS{ 2026:1590575698, title = {PACIENTES RENAIS CRÔNICOS ATENDIDOS NA FARMÁCIA ESTADUAL DE MEDICAMENTOS ESPECIALIZADOS NO MUNÍCIPIO DE SÃO LUÍS, MARANHÃO: Perfil clínico-epidemiológico, estudo etnofarmacológico e estratégias para Farmacovigilância}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7118", abstract = "A Doença Renal Crônica (DRC) é uma síndrome caracterizada por alterações progressivas na estrutura e função renal que apresenta alta morbimortalidade e impacto socioeconômico. Devido à sua progressão clínica complexa, a doença exige cuidados contínuos e o uso prolongado de fármacos, para garantir o acesso a terapias que controlam a evolução da patologia e reduzem complicações tornando o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica essencial no Brasil. Contudo, a tradicionalidade do uso de plantas medicinais e as barreiras no acesso aos serviços de saúde estimulam a automedicação com preparações vegetais, o que pode representar riscos graves aos pacientes com DRC devido a possíveis eventos adversos. Diante desse cenário, este estudo objetivou descrever o perfil epidemiológico e o padrão de uso de plantas para fins medicinais entre pacientes com DRC, avaliando potenciais riscos de interação medicamentosa com o tratamento especializado e propondo medidas para minimizar perigos nessa população. A metodologia consistiu em estudo observacional, transversal e analítico com 280 pacientes cadastrados no sistema Hórus e assistidos pela Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados, em São Luís, Maranhão, Brasil. Os dados foram coletados por entrevistas com questionário estruturado e os prontuários foram utilizados para confirmação da doença; e, para identificar os fatores associados ao uso de plantas para fins medicinais, foi aplicada a análise de regressão logística multivariada. Os resultados revelaram amostra com leve predominância masculina (50,71%) e maior concentração na faixa etária entre 51 e 60 anos (22,86%). O perfil socioeconômico evidenciou baixa escolaridade, com 70,00% dos pacientes possuindo ensino médio completo, e acentuada vulnerabilidade financeira, com 93,57% vivendo com menos de dois salários-mínimos. Quanto ao diagnóstico da DRC, 51,79% descobriram a doença em exames de rotina, embora 18,21% possuíssem histórico familiar, principalmente de primeiro grau (34%). É evidenciado prática de polifarmácia, com 78,57% dos entrevistados utilizando medicamentos adicionais, com ênfase ao controle de distúrbios metabólicos e hipertensão. Cerca de 15% dos pacientes utilizam plantas para fins medicinais, sendo as espécies mais frequentes: erva-cidreira (Lippia alba (Mill.) N.E. Br., 5,36%), capim-limão (Cymbopogon citratus (DC.) Stapf, 3,57%), camomila (Matricaria recutita L., 2,14%), boldo (Plectranthus barbatus Andrews, 1,79%) e folha de manga (Mangifera indica L, 1,07%). Assim, o risco clínico é agravado pela polifarmácia e/ou uso de espécies com potencial nefrotóxico. Concluise que a implementação de ações de Farmacovigilância e a qualificação dos profissionais de saúde são medidas imperativas para mitigar riscos e promover o uso racional de recursos terapêuticos nesta população.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE/CCBS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE FARMÁCIA/CCBS} }