@MASTERSTHESIS{ 2026:850437301, title = {RECUPERAÇÃO ECOLÓGICA DA RESTINGA DA PRAIA DE PANAQUATIRA, SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, MARANHÃO}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7107", abstract = "A restinga é um ecossistema costeiro resiliente, porém vulnerável a pressões antrópicas e a condições abióticas severas, como elevada radiação solar, ação dos ventos, salinidade e déficit hídrico sazonal. Este estudo foi estruturado em dois capítulos, integrando uma abordagem teórica e uma análise de campo. O Capítulo 1, intitulado “Restauração de restingas: técnicas, desafios e perspectivas para a recuperação de ecossistemas costeiros”, consistiu em uma revisão integrativa sobre estratégias de restauração aplicadas a restingas, indicando que a nucleação e a regeneração natural são alternativas promissoras e de baixo custo, embora sua efetividade dependa das condições ambientais e do histórico de degradação de cada sítio. O Capítulo 2, intitulado “Regeneração natural da Restinga de Panaquatira, São José de Ribamar”, avaliou a Regeneração Natural Assistida (RNA) em uma área de restinga maranhense submetida à retirada de espécies invasoras. O objetivo do estudo foi caracterizar a fisionomia e a composição florística de áreas em restauração, identificando grupos funcionais e avaliando a influência da sazonalidade climática sobre a estrutura da comunidade vegetal. Para isso, foram estabelecidas parcelas permanentes em duas áreas com diferentes fisionomias, nas quais indivíduos com DAS ≥ 3 cm foram monitorados ao longo de quatro campanhas. Foram analisados parâmetros fitossociológicos, diversidade, similaridade florística e respostas temporais da comunidade por meio de modelos lineares mistos. Foram registrados 808 indivíduos, distribuídos em 29 espécies e 13 famílias, com predominância de espécies nativas e grupos pioneiros. Os resultados indicaram respostas positivas da vegetação à RNA, com destaque para o papel das espécies lenhosas no aumento da cobertura do dossel e no desenvolvimento estrutural da comunidade. As diferenças ambientais entre as áreas influenciaram a estrutura da regeneração, evidenciando a importância de fatores como radiação, vento e disponibilidade hídrica. A sazonalidade climática também influenciou a riqueza e a abundância das espécies, com maior recrutamento no período chuvoso e limitações ecológicas durante a estiagem. O monitoramento temporal revelou que o período seco esteve associado à simplificação estrutural da comunidade e ao aumento da dominância de poucas espécies, enquanto o retorno das chuvas favoreceu o recrutamento. No período chuvoso, foram observados novos registros correspondentes a 48,27% da riqueza, com predominância de representantes das famílias Poaceae e Fabaceae, além de dissimilaridade florística de 0,45 em relação aos períodos anteriores. Esses resultados sugerem que a restauração da restinga maranhense responde positivamente às intervenções de manejo, mas permanece fortemente condicionada pela sazonalidade climática. A sobrevivência de espécies herbáceas mostrou-se limitada pelo déficit hídrico, reforçando a necessidade de monitoramento de longo prazo. Assim, a RNA constitui uma estratégia viável para favorecer a sucessão ecológica em restingas, sendo recomendada a continuidade dos estudos para avaliar a transição para estágios sucessionais mais avançados e a influência de variáveis como vento, umidade e disponibilidade hídrica na estabilidade do ecossistema.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E AMBIENTE/CCBS}, note = {CCBB - COORDENAÇÃO DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - BACHARELADO/CCBB} }