@MASTERSTHESIS{ 2026:1217745849, title = {ESPERMIDINA ATENUA DÉFICITS COGNITIVOS E NEURODEGENERAÇÃO HIPOCAMPAL POR MODULAÇÃO DE BDNF E APOPTOSE EM MODELO DE DOENÇA DE ALZHEIMER ESPORÁDICA}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7013", abstract = "Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) é uma condição neurodegenerativa caracterizada por comprometimento progressivo da memória e da cognição, associada a alterações moleculares, estruturais e funcionais no sistema nervoso central. Nesse contexto, compostos com potencial de modular múltiplos mecanismos fisiopatológicos têm sido investigados, destacando-se a espermidina, uma poliamina endógena com propriedades neuroprotetoras descritas na literatura. Objetivo: Avaliar os efeitos da espermidina sobre alterações comportamentais, histológicas, moleculares e metabólicas em um modelo experimental de DA. Metodologia: Ratos Wistar machos (n = 31) foram distribuídos em grupos controle, DA e tratado com espermidina. A Doença de Alzheimer experimental foi induzida por administração intracerebroventricular de estreptozotocina (3 mg/kg). O grupo tratado recebeu espermidina (50 mg/kg, via oral) diariamente durante 21 dias. Foram realizados testes comportamentais para avaliação da aprendizagem e memória, incluindo o labirinto aquático de Morris e o teste de reconhecimento de objetos. Adicionalmente, foram conduzidas análises histomorfométricas hipocampais e avaliação da expressão gênica de BDNF e caspase-3 por qPCR. Os dados foram expressos como média ± erro padrão da média (EPM) e analisados por ANOVA seguida do pós-teste de Newman-Keuls, considerando significância estatística quando p ≤ 0,05. Resultados: Inicialmente, a indução experimental da Doença de Alzheimer por STZ promoveu alterações metabólicas associadas à resistência à insulina e dislipidemia, incluindo intolerância à glicose, aumento de colesterol total, triglicerídeos, índice TyG e Índice de Lee, efeitos revertidos pelo tratamento com espermidina. Além disso, o modelo experimental induziu déficits cognitivos, alterações estruturais hipocampais e desregulação de genes relacionados à neuroplasticidade e apoptose. No labirinto aquático de Morris, animais do grupo DA apresentaram prejuízo na aquisição da tarefa e redução da memória espacial em comparação ao grupo CTR (p < 0,05), enquanto o tratamento com espermidina restaurou significativamente esses parâmetros (p < 0,05 vs. DA). De forma semelhante, a espermidina preveniu o comprometimento da memória episódica observado no teste de reconhecimento de objetos (p < 0,05). Histologicamente, observou-se redução da celularidade no hilo do giro denteado no grupo DA (p < 0,05), parcialmente revertida pelo tratamento. Além disso, a espermidina aumentou a expressão hipocampal de BDNF e reduziu a expressão de CASP3 em relação ao grupo DA (p < 0,05). Conclusão: A espermidina apresentou efeitos neuroprotetores no modelo experimental de DA, atuando sobre alterações comportamentais, estruturais e moleculares. Esses achados reforçam seu potencial como estratégia terapêutica promissora, embora estudos adicionais sejam necessários para elucidar seus mecanismos de ação e aplicabilidade clínica.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO}, note = {CBS1 - COORDENAÇÃO ESPECIAL DE CIÊNCIAS FISIOLÓGICA E PATOLOGIA/CCBS} }