@MASTERSTHESIS{ 2026:398732622, title = {Adesão ao tratamento da hipertensão arterial na população negra do maior quilombo urbano da América Latina}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7003", abstract = "A Hipertensão Arterial (HA) impõe elevada carga no Brasil e afeta de modo desproporcional a população negra, em especial quando determinantes sociais e arranjos de cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS) limitam continuidade terapêutica e controle pressórico; nesse contexto, comunidades quilombolas urbanas merecem atenção por combinarem proximidade geográfica dos serviços com microbarreiras organizacionais que impactam a efetividade do cuidado. Este estudo teve como objetivo avaliar a adesão ao tratamento anti-hipertensivo em pessoas negras residentes em um quilombo urbano. Trata-se de um estudo transversal, analítico com abordagem quantitativo, realizado em um centro de saúde de um quilombo urbano em São Luís, Maranhão, Brasil. A amostra foi constituída por 288 usuários cadastrados com diagnóstico de HA e que se autodeclaravam negros. Foram aplicados para coleta de dados dois instrumentos, o primeiro sobre o perfil sociodemográfico, hábitos de vida e saúde, e o segundo relacionado à adesão ao tratamento da HÁ. Foram utilizadas análises descritivas e modelos multivariados para estimar a associações entre escore de adesão e o controle pressórico. Os resultados mostraram majoritariamente mulheres (69,4%) e idosos (51%), com baixa escolaridade (46%) e renda (87,1%); além disso, o excesso de peso foi frequente (63,3%). Observou-se proporção muito elevada de adesão (98,6%), porém uma parcela substancial manteve pressão arterial acima da meta clínica recomendada (52,4%); além disso, escores mais altos de adesão associaram-se a menores níveis de pressão diastólica, enquanto o efeito sobre a pressão sistólica foi menos consistente. Esses achados sugerem que apenas o uso de medicamentos não basta para garantir controle ótimo da pressão arterial, quando persistem outras condições que impactam nesses níveis pressóricos. A adesão autorreferida pode ser alta e ainda coexistir com controle pressórico aquém do ideal; o acesso continuado e o vínculo assistencial mostraram potencial para elevar a percepção da adesão; contudo, os determinantes sociais e estilo de vida seguem também orientando sobremaneira a resposta clínica, desse modo, profissionais da atenção primária, ao pensar em estratégias para melhoria da adesão, precisam combinar tais aspectos aos arranjos de cuidado para o controle efetivo da HA.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDE - REDE NORDESTE DE FORMAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM/CCBS} }