@MASTERSTHESIS{ 2026:1655721166, title = {DESESPERANÇA E IDEAÇÃO SUICIDA ENTRE ANESTESIOLOGISTAS, NO BRASIL. UM INQUÉRITO ELETRÔNICO NACIONAL}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6998", abstract = "Introdução: Profissionais de saúde, especialmente anestesiologistas, constituem grupo de risco elevado para comportamentos suicidas, combinando características ocupacionais específicas com acesso facilitado a meios letais. A anestesiologia é uma especialidade médica que exige alta precisão técnica, tomada de decisões rápidas e atuação em ambientes de pressão constante. Os profissionais da área enfrentam características ocupacionais que potencializam vulnerabilidades psicológicas específicas. Compreender a prevalência e os fatores associados à desesperança e ideação suicida em anestesiologistas é essencial para políticas públicas de prevenção e cuidado. Objetivo: Investigar a prevalência de desesperança e ideação suicida entre anestesiologistas brasileiros, bem como identificar contextos demográfico, ocupacional e de saúde mental associados. Materiais e métodos: Trata-se de inquérito eletrônico nacional transversal e analítico. Foram coletados dados sociodemográficos, ocupacionais e clínicos de anestesiologistas de todas as regiões brasileiras, aplicandose a Escala de Desesperança de Beck (BHS) e a Escala de Ideação Suicida de Beck (BSI). Análises comparativas utilizaram testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis. Regressão logística binária em blocos hierárquicos identificou fatores de risco e proteção. Resultados: A amostra formada por 920 anestesiologistas apresentou predomínio masculino (58,0%), idade média de 47,1±11,7 anos, predominância de gerações Millennials (48,4%) e Geração X (35,1%). A prevalência de desesperança foi de 37,1% (leve a grave). Dentre os avaliados, 23,0% exibiram ideação suicida entre níveis leve e grave. Relataram tentativa de suicídio 4,6% dos participantes. Desesperança esteve fortemente associada à ideação suicida (p < 0,001). Na regressão logística para ideação grave, fatores protetores foram: ter filhos (OR = 0,540; p < 0,001, redução de 46%) e ansiedade (OR = 0,580; p = 0,047). Fatores de risco incluíram: horas semanais > 60h (OR = 1,434; p < 0,001), condição psiquiátrica (OR = 2,876; p < 0,001) e depressão (OR = 2,219; p = 0,003). A curva ROC identificou ponto de corte BSI ≥ 5 com AUC = 0,89 (sensibilidade 81%, especificidade 79%) para predição de tentativa suicida. Conclusão: Este estudo identificou altas prevalências de desesperança e ideação suicida entre anestesiologistas brasileiros. Fatores psiquiátricos, particularmente depressão, emergiram como preditores independentes. Paradoxalmente, ter filhos e presença de ansiedade atuaram como fatores protetores. Esses resultados reforçam a urgência de políticas institucionalizadas de suporte psicológico, redução de cargas horárias e programas de triagem periódica para prevenção do suicídio nessa população.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE MEDICINA/CCBS} }