@MASTERSTHESIS{ 2026:1809141101, title = {DIREITOS TERRITORIAIS E RACISMO ESTRUTURAL: O CASO DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE ALCÂNTARA NA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6993", abstract = "A presente dissertação tem como objetivo avaliar a relação entre a implementação de grandes empreendimentos em territórios étnicos e a efetividade das medidas reparatórias determinadas pelo Sistema Interamericano de Direitos Humanos, por intermédio do exame dos conflitos territoriais decorrentes do Decreto nº 7.820/1980 e da análise dos entraves políticoinstitucionais que permeiam a execução de sentenças internacionais no ordenamento jurídico brasileiro. A pesquisa caracteriza-se como interdisciplinar e adota abordagem qualitativa, de natureza compreensiva e reflexiva, utilizando os métodos dedutivo e monográfico, operacionalizados mediante levantamento bibliográfico e análise documental, com destaque para a Sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) de novembro de 2024 e documentos do Projeto Nova Cartografia Social. Os resultados indicam que a jurisprudência da Corte IDH, por meio de interpretação evolutiva, assegura o direito à propriedade coletiva e à consulta prévia, equiparando comunidades quilombolas a povos tribais. Em contrapartida, a instalação do CLA, fundamentada no racismo estrutural e na narrativa de vazio demográfico, ocasionou deslocamentos compulsórios, insegurança alimentar e ruptura de laços ancestrais, configurando um cenário de genocídio cultural. A análise do cumprimento da sentença recente revela esforços institucionais, como o Projeto "Viva Alcântara" e termos de conciliação para a titulação de 78.105 hectares, mas aponta a persistência de desafios na regularização das agrovilas e na efetivação de reparações estruturais devido a entraves burocráticos e à seletividade do Estado. Conclui-se que a hipótese de pesquisa foi confirmada, demonstrando que a lógica mercantil estatal gerou violações sistemáticas, e que a efetividade das decisões internacionais no Brasil depende da superação de resistências institucionais e da consolidação do controle de convencionalidade para garantir a reparação integral e a proteção dos direitos territoriais quilombolas.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA E SOCIEDADE/CCH}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO/CCSO} }