@MASTERSTHESIS{ 2026:1256586826, title = {Aspectos ecoepidemiológicos do araneísmo e escorpionismo no Maranhão, Brasil, 2013-2014}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6989", abstract = "Os acidentes por aranhas e escorpiões de interesse em saúde configuram um importante problema de saúde pública no Brasil, constituindo-se um agravo que compromete a qualidade de vida dos acidentados, resultando em sequelas, incapacidades temporárias ou permanentes, e, em casos extremos, óbitos. Nesse sentido, objetivou-se analisar os aspectos ecoepidemiológicos do araneísmo e escorpionismo no Maranhão notificados durante o período de 2013-2024. Trata se de um estudo ecológico com medidas distintas de análises, com microdados obtidos a partir dos arquivos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Realizou-se a análise descritiva das características sociodemográficas e clínico-epidemiológicas dos casos notificados. Para identificar os fatores associados ao araneísmo, utilizaram-se modelos de regressão logística simples e múltipla com Odds ratio, considerando o nível de significância de 5%. A incidência foi determinada por grupo de aracnídeo, ano, município e por Regiões de Saúde, e, em seguida, realizou-se a análise de tendência temporal por meio da regressão de Prais-Winsten. Também se calculou a letalidade anual por grupo de aracnídeos e conforme o tempo decorrido entre a picada e o atendimento. A associação entre a incidência do araneísmo e escorpionismo e temperatura e urbanização foi estimada através da regressão múltipla robusta. A dependência espacial foi analisada por meio do teste de Moran Global e Local, enquanto a varredura espaço-temporal foi empregada por meio da estatística Scan para identificação de áreas de risco epidemiológico. A sazonalidade dos acidentes foi verificada por meio do mapa temporal de calor. Todas as análises estatísticas e espaciais foram realizadas no software RStudio. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Maranhão. Foram notificados 21.677 casos de araneísmo e escorpionismo, com predominância do escorpionismo (87,2%) em relação ao araneísmo (12,8%). O agravo afetou principalmente o sexo masculino (50,4%; 53,9%), na faixa etária de 20 a 39 anos (40,7%; 34,6%), pardos (80,8%; 81,8%) com ensino fundamental (completo e incompleto) (42,2% e 51,2%). Complicações locais e sistêmicas foram raras, enquanto o percentual de cura (99,4% e 99,7%) superaram os óbitos (0,6% e 0,3%). A regressão logística demonstrou que lesões localização na cabeça, coxas e troncos, acompanhadas de edema e demora na busca por atendimento médico estiveram mais associados aos acidentes com aranhas. A investigação da tendência temporal revelou padrões crescente na variação da incidência ao longo dos anos. A análise de autocorrelação espacial e clusters de risco identificou diferentes padrões em distintos períodos, destacando áreas de vulnerabilidade em todo território maranhense, adicionalmente, foi encontrado associação significativa entre o araneísmo e a urbanização e do escorpionismo com temperatura e urbanização. Diante desses achados são necessárias a integração de ações de manejo ambiental, saneamento básico e educação da população, além do fortalecimento da rede de saúde com acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequados. A utilização de ferramentas ecológicas e epidemiológicas para monitorar padrões espaciais e temporais para aprimorar a prevenção e o controle, promovendo intervenções mais eficazes e localmente ajustadas.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E TECNOLOGIA}, note = {DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA/CCBS} }