@MASTERSTHESIS{ 2025:646000278, title = {A POSSIBILIDADE DE NOVAS EXPERIÊNCIAS COLETIVAS E DE PRODUÇÃO CULTURAL: Das Festas cívicas de Rousseau à Arte da vida em Guy Debord}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6985", abstract = "Esta dissertação desenvolve uma análise crítica do papel do teatro na sociedade a partir da Carta a d’Alembert sobre os espetáculos (1758), em que Jean-Jacques Rousseau critica o teatro como forma de vaidade e corrupção moral, defendendo as festas cívicas como práticas públicas capazes de fortalecer a participação popular e os laços comunitários. O objetivo é examinar, à luz de Rousseau, que tipo de espetáculo convém a uma sociedade orientada pelo Ser, e não pelo Parecer, articulando essa discussão às críticas contemporâneas de Guy Debord, Theodor W. Adorno e Hans-Georg Gadamer. A pesquisa dialoga com o conceito de “sociedade do espetáculo” (1967), analisando como a cultura converteu a vida social em representações que privilegiam a imagem e o consumo. Baseada em revisão bibliográfica e interpretação comparativa, articula as contribuições de Debord, Feuerbach, Jappe, Barthes e Rousseau, aproximando-as também de obras culturais contemporâneas, como 1984 de Orwell, e de produções musicais atuais. A metodologia examina historicamente a mediação imagética, o fetichismo da mercadoria e a alienação, mobilizando fontes filosóficas, sociológicas e culturais para interpretar mecanismos de representação, consumo e dominação simbólica. O estudo recorre a exemplos empíricos, como maio de 68, fenômenos midiáticos, músicas populares e ídolos da cultura pop, para mostrar como o espetáculo opera na vida cotidiana e para contrastar essas dinâmicas com a crítica rousseauniana das aparências e das festas cívicas. A abordagem é interdisciplinar, crítica e interpretativa, combinando análise conceitual, leitura de obras e estudo de manifestações culturais contemporâneas. Incorporam-se, ainda, as reflexões de Adorno e Horkheimer sobre a cultura de massas em Dialética do Esclarecimento (1986), de Gadamer sobre a função das festas em A atualidade do belo (1985), e de intérpretes de Rousseau como Salinas Fortes (1997) e Jacira de Freitas (2003). Conclui-se que é urgente repensar as práticas culturais atuais, questionando se festas e eventos populares ainda podem promover experiências coletivas autênticas em uma sociedade estruturada pelo parecer em detrimento do ser.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA E SOCIEDADE/CCH}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE FILOSOFIA/CCH} }