@MASTERSTHESIS{ 2026:1768760123, title = {Pelo direito de decidir: autonomia reprodutiva e esterilização voluntária feminina em São José de Ribamar/MA}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6981", abstract = "Esta dissertação intitulada “Pelo Direito de Decidir”: autonomia reprodutiva e esterilização voluntária feminina em São José de Ribamar/MA, teve como objetivo analisar como a materialização dos direitos reprodutivos por meio da esterilização voluntária contribuiu para a construção da autonomia reprodutiva feminina no município de São José de Ribamar, Maranhão, com foco na sua relação com a autonomia reprodutiva das mulheres. O estudo parte da compreensão de que a autonomia reprodutiva constitui dimensão fundamental dos direitos sexuais e reprodutivos e está diretamente relacionada às condições sociais, institucionais e culturais que influenciam as decisões das mulheres sobre sua reprodução. E, embora a esterilização voluntária seja um procedimento garantido pela legislação brasileira e ofertado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), persistem obstáculos que podem dificultar o acesso a esse direito. Trata-se de uma pesquisa analítica, de natureza qualitativa, que utilizou como procedimentos a realização de entrevistas semiestruturadas com mulheres que buscaram ou realizaram o procedimento de esterilização voluntária, residentes em São José de Ribamar. Contudo, ante dificuldades no levantamento na coleta de dados, adotou-se a técnica de indicação entre entrevistadas, denominada Bola de Neve. Os resultados permitiram identificar aspectos singulares relacionados às trajetórias reprodutivas das participantes, caminhos institucionais percorridos para acessar o procedimento, obstáculos estruturais que atravessam o exercício dos direitos reprodutivos, vivenciados no percurso, bem como as estratégias mobilizadas para garantir a realização da laqueadura. Indicam ainda que, embora existam barreiras institucionais e burocráticas no acesso ao procedimento (desigualdades de gênero e limitações concretas no acesso a alternativas contraceptivas), a esterilização voluntária ocupa um lugar central em seus percursos reprodutivos, “escolha” natural que converge para uma autonomia possível, construída dentro de um conjunto restrito de opções. Responsabilidade feminina, estratégica para consolidar decisões previamente construídas ao longo da vida, permitindo inibir gravidez, maior controle sobre condições econômicas e organização familiar. Conclui-se que a esterilização voluntária pode representar importante instrumento para o exercício da autonomia reprodutiva feminina, desde que esta seja circunscrita em dimensões ética, social e política, garantida em condições de acesso equitativas, com informação adequada, acompanhamento profissional de saúde, a insumos contraceptivos alternativos e confiáveis, respeito às decisões das mulheres e fortalecimento das políticas públicas de planejamento reprodutivo no âmbito do SUS e do Estado laico.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS/CCSO}, note = {DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL/CCSO} }