@MASTERSTHESIS{ 2026:1789308234, title = {Insegurança alimentar e sustentabilidade alimentar no Brasil: interseções entre o consumo de alimentos ultraprocessados, desigualdade racial e pegada de carbono da dieta}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6978", abstract = "Os sistemas alimentares atuais são caracterizados por crescente industrialização, globalização, longas cadeias produtivas e intensificação do consumo de alimentos ultraprocessados (AUP). Esses fatores têm contribuído para uma sindemia global, marcada pelas pandemias da obesidade e da desnutrição, intensificadas pelas mudanças climáticas e com impactos sobre segurança alimentar (SA), principalmente de populações negras e grupos socialmente vulnerabilizados, aprofundando desigualdades. Diante disso, o Capítulo I desta dissertação realiza uma revisão integrativa para sumarizar o consumo alimentar da população negra brasileira e identificar determinantes de suas escolhas alimentares. A busca foi realizada em seis bases de dados (SCOPUS, PubMed, EMBASE, Web of Science, Lilacs e Medline), em português e inglês, além de busca manual nas referências, resultando na inclusão de 14 estudos transversais. A análise identificou maior consumo de feijão, carboidratos e carnes e gorduras, e menor consumo de frutas, legumes, verduras, ultraprocessados, bebidas açucaradas e fast-food entre pardos, negros e quilombolas. Foram identificadas influências de determinantes socioeconômicos, raciais, demográficos e territoriais. O Capítulo II desta dissertação teve como objetivo analisar a associação entre o consumo de AUP e os níveis de (in)segurança alimentar (IA) na população brasileira. Trata-se de um estudo transversal com dados secundários da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017–2018, com amostra representativa composta por 46.164 indivíduos com 10 anos ou mais de idade. A segurança alimentar foi avaliada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar e o consumo alimentar foi obtido por recordatório de 24 horas e classificado pela classificação NOVA. Foram consideradas variáveis demográficas e socioeconômicas. Os resultados mostraram maior consumo de alimentos in natura e minimamente processados em domicílios com IA e maior consumo de AUP entre aqueles em SA. Observou-se ainda associação negativa entre o consumo de AUP e a IA leve e grave, com diferenças reduzidas após ajuste das variáveis, sugerindo possível homogeneização do consumo entre os grupos. Por fim, o Capítulo III analisou as diferenças da pegada de carbono (PC) da dieta segundo os níveis de IA na população brasileira, utilizando dados da POF 2017–2018. A PC foi estimada a partir de coeficientes de emissão associados aos alimentos consumidos. Os resultados mostraram associação negativa entre a IA e a PC da dieta, principalmente nos níveis moderado e grave, sendo positiva entre indivíduos em SA. Observou-se maior PC entre indivíduos do sexo masculino, adultos, com maior escolaridade, maior renda, residentes em áreas rurais e nas regiões Centro-Oeste e Norte.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E AMBIENTE/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE MEDICINA II/CCBS} }