@MASTERSTHESIS{ 2026:305871982, title = {Tendência temporal da morbimortalidade e custos das anomalias congênitas prioritárias entre crianças no Brasil, 2013 A 2022}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6976", abstract = "As anomalias congênitas prioritárias constituem um grupo reconhecido pelo Ministério da Saúde do Brasil e a focalização desse grupo específico de condições representa uma estratégia de vigilância epidemiológica, portanto, o objetivo foi analisar a tendência temporal da morbimortalidade e dos custos das internações por anomalias congênitas prioritárias entre crianças menores de 5 anos no Brasil, de 2013 a 2022. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais que avaliou a evolução da mortalidade, das internações, dos custos hospitalares e da letalidade nesse grupo populacional ao longo do período investigado. Foram utilizados dados provenientes do Sistema de Informações sobre Mortalidade e do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, considerando registros de óbitos e internações cuja causa básica correspondeu a uma das anomalias congênitas incluídas na lista nacional de diagnósticos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Os custos das internações foram analisados por macrocusteio, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e convertidos para dólar americano com base na taxa de câmbio vigente em dezembro de 2025. A análise das tendências temporais das taxas de mortalidade, de internação, dos custos totais e da letalidade foi realizada por meio da regressão linear de Prais-Winsten, enquanto os fatores associados aos custos das internações foram investigados utilizando regressão linear robusta com estimadores do tipo M (M-estimators). Foram registrados 47.067 óbitos e 219.744 internações e os custos hospitalares foram de aproximadamente R$ 2,13 bilhões por anomalias congênitas prioritárias em crianças menores de cinco anos no Brasil de 2013 a 2022. Entre os grupos de anomalias congênitas prioritárias, identificou-se que as cardiopatias congênitas são responsáveis pelo maior número de óbitos, internações e custos associados. A tendência temporal das taxas de mortalidade revelou comportamento estacionário no Brasil (p-valor> 0,05). Em relação às internações, observou-se tendência crescente no país (APC: 2; IC95%: 0,54 a 3,49; p-valor= 0,0135), enquanto as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul apresentaram comportamento estável (p-valor>0,05). No que se refere aos custos das internações, os menores dispêndios foram registrados na região Norte (R$ 108.034.820,92; US$ 19.634.127,09), enquanto o maior volume de recursos concentrou-se na região Sudeste (R$ 988.027.221,92; US$ 179.562.958,33). A tendência dos custos hospitalares destinados as anomalias congênitas prioritárias no Brasil apresentaram comportamento estável (p-valor>0,05). A análise multivariada indicou que os custos médios das internações foram significativamente menores para o sexo feminino (p-value = 0,001), da região Sul (p-value < 0,001). No que diz respeito à letalidade, a análise de tendência temporal da demonstrou comportamento decrescente no Brasil durante o período avaliado (APC: -3,09; IC95%: -3,92 a -2,26; p-valor= 0,0000292). Conclui se que as anomalias congênitas prioritárias mantêm impacto significativo na morbimortalidade infantil e nos custos assistenciais, com destaque para as cardiopatias congênitas. As tendências observadas sugerem avanços na assistência, ainda insuficientes para reduzir de forma consistente a carga do problema no país. Nesse contexto, reforça-se a necessidade de qualificação da vigilância, do diagnóstico precoce e da organização da rede de atenção, com vistas à melhoria dos desfechos e à redução das desigualdades regionais.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E TECNOLOGIA}, note = {DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM/CCBS} }