@MASTERSTHESIS{ 2026:423186730, title = {Conhecimentos, atitudes, práticas e condição bucal de mulheres com gravidez de alto risco em hospital de referência em uma cidade do nordeste do Brasil}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6959", abstract = "Introdução: As alterações fisiológicas da gestação podem aumentar a suscetibilidade a agravos bucais, os quais podem estar associados a complicações obstétricas, especialmente em gestantes de alto risco. Objetivo: Analisar conhecimentos, atitudes, práticas e condição de saúde bucal de gestantes de alto risco, bem como seu perfil sociodemográfico e a associação entre fatores sociodemográficos e índices bucais. Metodologia: Estudo transversal, observacional e analítico, realizado com 120 gestantes internadas em um hospital universitário materno-infantil. Foram coletados dados sociodemográficos, aplicados questionários sobre conhecimentos, atitudes e práticas e realizado exame clínico por meio dos índices CPOD (Índice de dentes cariados, perdidos e obturados) e IPC (Índice periodontal comunitário). A análise incluiu estatística descritiva e inferencial (α=5%). Resultados: As gestantes apresentaram idade média de 28,6 anos e elevada vulnerabilidade socioeconômica (68,3% com renda ≤1 salário mínimo), com média de 2,54 gestações e idade gestacional de 27,29 semanas. Observou-se alta percepção e atitudes positivas (>90%), associadas a boas práticas de higiene (96,7% escovação ≥2x/dia; 80,8% uso de fio dental) e elevada adesão a consultas odontológicas (88,3%). Contudo, persistiram lacunas quanto à influência da saúde bucal materna na saúde fetal (54,2%) e ao início do acompanhamento odontológico infantil (75,8%). Clinicamente, 88,3% necessitavam de intervenção periodontal, com CPOD médio de 4,53 e baixa frequência de periodonto saudável (11,7%), predominando cálculo (53,3%) e sangramento à sondagem (30,0%). Não foi observada associação estatisticamente significativa entre o CPOD total e as variáveis sociodemográficas (p>0,05); entretanto, a renda familiar associou-se ao número de dentes cariados (p=0,018), com maior média entre gestantes de menor renda, e a escolaridade associou- se ao número de dentes obturados (p=0,012), com maiores médias entre aquelas com maior nível educacional. Para a condição periodontal, não houve associação com idade ou escolaridade (p>0,05), porém observou-se associação com a renda (p<0,001), indicando piores condições periodontais entre gestantes de menor renda. Conclusão: As gestantes relataram boas atitudes e práticas em saúde bucal, porém elevada carga de doença e necessidade de intervenção periodontal, evidenciando discrepância entre comportamento autorreferido e condição clínica. Persistem lacunas de conhecimento, especialmente quanto à influência da saúde bucal materna na saúde fetal. A associação entre baixa renda e piores condições bucais reforça o papel dos determinantes socioeconômicos e a necessidade de fortalecer ações educativas e integrar o pré-natal odontológico à assistência obstétrica.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO}, note = {DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA II/CCBS} }