@MASTERSTHESIS{ 2026:1257110929, title = {SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA OBTIDAS COM A FRAÇÃO FENÓLICA DERIVADA DAS FOLHAS DE Gustavia augusta L    }, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6917", abstract = "A nanotecnologia é um campo interdisciplinar em rápida expansão, com potencial para transformar diversos setores, especialmente da saúde. Entre seus avanços, destacam-se as nanopartículas metálicas, amplamente investigadas devido às suas propriedades antimicrobianas. Dentre elas, as nanopartículas de prata (AgNPs) se destacam por apresentarem amplo espectro antibacteriano e baixa probabilidade de induzir resistência microbiana. Nesse contexto, abordagens sustentáveis, como a síntese verde mediada por extratos vegetais, têm ganhado destaque por reduzirem impactos ambientais e riscos toxicológicos. Diante disso, este estudo teve como objetivo avaliar o potencial da espécie vegetal Gustavia augusta L. como agente redutor e estabilizador na síntese verde de AgNPs, bem como investigar suas propriedades físico-químicas, atividade antibacteriana e viabilidade celular. Para a síntese, foi utilizada a fração fenólica obtida das folhas da planta como agente redutor. Um planejamento experimental do tipo Delineamento Composto Central (DCC), associado à Metodologia de Superfície de Resposta (MSR), foi aplicado para otimizar as condições de síntese e avaliar a influência das variáveis experimentais sobre a formação e a atividade das nanopartículas. As AgNPs foram caracterizadas por espectrofotometria UV-Vis, espalhamento dinâmico de luz, potencial zeta e microscopia eletrônica de transmissão. A atividade antibacteriana foi avaliada pelo método de microdiluição em caldo para determinação da concentração inibitória mínima (CIM) e da concentração bactericida mínima (CBM) frente às cepas de Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Adicionalmente, a viabilidade celular das nanopartículas foi investigada em células de macrófagos murinos RAW 264.7. A formação das AgNPs foi confirmada pela mudança de coloração das dispersões e pela presença de bandas de absorção características entre 400 e 500 nm no espectro UV-Vis. Os diâmetros médios variaram entre 50,9 ± 11,8 e 245,3 ± 18,7 nm, com índices de polidispersividade entre 0,216 ± 0,02 e 0,852 ± 0,13, e valores de potencial zeta entre –19,7 ± 2,0 e –42,1 ± 6,0 mV. As AgNPs apresentaram atividade antibacteriana relevante, com CIM entre 24,6 ± 4,4 e 123,2 ± 27,6 mg/L para S. aureus e entre 8,8 ± 3,3 e 291,0 ± 137,2 mg/L para E. coli. Os valores de CBM variaram entre 160,5 e 1072,0 mg/L para S. aureus e entre 30,0 e 544,0 mg/L para E. coli. A viabilidade celular a 70% (V70) foi estimada em 50 e 45 mg/L, respectivamente, para os pontos ótimos determinados pela atividade antibacteriana contra S. aureus e E. coli. Conclui-se que G. augusta constitui uma fonte promissora para a síntese verde de nanopartículas de prata, resultando em nanomateriais com propriedades físico-químicas adequadas, atividade antibacteriana expressiva e viabilidade celular dependente da concentração. Esses achados contribuem para o desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos e ampliam o conhecimento sobre o potencial biotecnológico dessa espécie vegetal.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E TECNOLOGIA}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - BALSAS - CAMPUS BALSAS} }