@MASTERSTHESIS{ 2026:833376343, title = {Programa bolsa família e associação com alterações emocionais em crianças de uma coorte em São Luís - MA.}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6892", abstract = "A infância é um período sensível ao impacto de fatores socioeconômicos, especialmente à pobreza, que impacta negativamente o desenvolvimento emocional, comportamental e cognitivo. No Brasil em 2022, 62,5 milhões de indivíduos viviam na pobreza e destes, 17,9 milhões estavam vivendo em extrema pobreza. A instabilidade da renda familiar para atender as necessidades básicas expõe as crianças à vulnerabilidade social, elevando o risco de transtornos mentais. Programas de Transferência de Renda, como o Bolsa Família, têm sido implementados como estratégias de combate à pobreza, com efeitos positivos em indicadores de saúde, educação e nutrição. Embora evidências sugiram que os PTR possam influenciar indiretamente a saúde mental infantil, os resultados são heterogêneos e não estão bem estabelecidos. No contexto maranhense, marcado por desigualdades socioeconômicas, investigar essa relação é crucial para compreender as associações entre transferência de renda e alterações emocionais infantis. Objetivo: Analisar a associação entre transferência de renda na primeira infância e a presença de problemas emocionais em adolescentes participantes da Coorte Brazilian Birth Cohort Studies, Ribeirão Preto and São Luís de São Luís - Maranhão. Método: Estudo de coorte realizado em São Luís (MA), incluiu 488 crianças de famílias de renda ≤ R$ 140,00 avaliadas aos 1-3 anos e 11-13 anos de idade. A exposição foi ser beneficiário do Programa Bolsa Família (PBF) e o desfecho foi alterações emocionais e comportamentais, mensurados pelo escore do SDQ. Utilizou-se regressão binomial negativa para estimar razões de taxas, considerando significância de p < 0,05. O modelo teórico, representado pelo grafico acíclico direcionado (DAG), orientou a seleção das variáveis de ajuste. Resultados: Observou-se que 48,2% eram beneficiárias do Programa Bolsa Família e a média dos escores do SDQ foi de 10,36 (±6,53). Não foi observada associação entre o PBF e a presença de alterações emocionais e comportamentais nos adolescentes nos modelos brutos (p = 0,707) ou ajustados (p = 0,829). Como achado secundário, a presença de sintomas de sofrimento psíquico na mãe mostrou-se associada a maiores escores do SDQ entre crianças e adolescentes (IRR: 1,20; IC95%: 1,06-1,37). Conclusão: Não foi observado um efeito direto do PBF sobre as alterações psíquicas em crianças aos 11-13 anos. Os resultados sugerem que políticas públicas voltadas exclusivamente para a redução da pobreza, embora fundamentais, podem ser insuficientes para promover melhorias consistentes na saúde mental infantil.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE MEDICINA II/CCBS} }