@MASTERSTHESIS{ 2026:1353247234, title = {Lógica fuzzy aplicada à modelagem do risco de incêndios florestais no bioma Cerrado, Brasil}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6848", abstract = "Os incêndios florestais causam impactos ambientais e socioeconômicos, ao comprometer a qualidade do solo, a vegetação e os recursos naturais. No bioma Cerrado, apesar da recorrência do fogo, os fatores associados aos incêndios florestais em larga escala ainda são pouco compreendidos. O objetivo com este estudo foi desenvolver e validar um modelo de risco de incêndios florestais (RIF) para o bioma Cerrado via lógica fuzzy. No capítulo 1º, apresenta-se uma revisão de literatura que busca apresentar os conceitos e contextualizar o Cerrado à luz dos desafios ambientais e socioeconômicos. Além disso, aborda-se conceitos de lógica fuzzy e Sistema de Informações Geográficas (SIG), e suas aplicações no monitoramento ambiental. No capítulo 2º, apresenta-se o estudo sobre a modelagem de RIF via lógica fuzzy e SIG, integrando fatores bióticos, abióticos e antrópicos para o Cerrado, brasileiro. O modelo RIF foi desenvolvido pelo método de sobreposição fuzzy gamma. A validação foi efetuada a partir análise de cluster e elaboração de dendrograma entre as classes de RIF e dados de focos de incêndios do Instituto Nacional de Pesquisas Nacional (INPE), complementada pela análise de densidade de Kernel. As classes de risco “médio” e “alto” de incêndios florestais representaram 68.35% e 28.43% do bioma, respectivamente. Houve maior concentração dessas classes nas regiões centro-sul e sudeste do Cerrado. As variáveis de uso e cobertura da terra, rodovias, densidade populacional, precipitação, temperatura média, e deficiência hídrica, foram identificadas como as variáveis mais influentes na modelagem. A análise de densidade de Kernel dos focos registrados pelo INPE evidenciou áreas críticas na fronteira agrícola do MATOPIBA, apontado como área crítica no modelo RIF. O dendrograma revelou dois grupos principais: (1) risco “alto” associado ao risco de fogo e (2) risco “moderado” associado à frequência de incêndios, ambos derivados dos dados do INPE, enquanto as classes de risco “baixo” e “muito alto” permaneceram isoladas no nível de corte adotado, validando a qualidade do modelo desenvolvido. Em conclusão, pôde-se constatar que modelo desenvolvido foi eficaz para prever e identificar as áreas de risco de incêndios florestais no Cerrado, além de apresentar potencial de aplicação em outras regiões, em razão do baixo custo de processamento, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e combate de incêndios florestais.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AMBIENTAIS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA CHAPADINHA/CCAA} }