@MASTERSTHESIS{ 2026:1293189063, title = {EXPLORANDO CONEXÕES ENTRE ALTERAÇÕES ÓSSEAS DEGENERATIVAS E INFLAMATÓRIAS E AS PATOLOGIAS PULPO-PERIAPICAIS}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6842", abstract = "Introdução: As patologias pulpo-periapicais são doenças inflamatórias crônicas de alta prevalência global, majoritariamente resultantes da progressão da cárie dentária não tratada. Além do impacto local, essas condições contribuem com a carga inflamatória sistêmica do indivíduo. Inversamente, desordens sistêmicas que afetam o metabolismo ósseo podem modular a resposta do hospedeiro a essas infecções bucais. Esta dissertação investigou as conexões entre duas classes de alterações ósseas sistêmicas: uma degenerativa (osteoporose) e a outra inflamatória (doenças autoimunes reumáticas) com as patologias pulpo-periapicais. Os objetivos foram avaliar as evidências sobre: 1) a associação entre osteoporose e a ocorrência de patologias pulpo-periapicais; e 2) a associação entre doenças autoimunes reumáticas e a ocorrência de patologias pulpo-periapicais. Métodos: Esta dissertação é composta por duas revisões sistemáticas e metanálises, seguindo as recomendações do PRISMA 2020. Foram realizadas buscas abrangentes nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Embase, Scopus, BVS-Bireme, Web of Science, SciELO e Cochrane Library, além da literatura cinza. Foram incluídos estudos observacionais (transversais, coorte e caso-controle) que compararam a ocorrência de patologias pulpo-periapicais em indivíduos com osteoporose (primeiro estudo) ou com doenças autoimunes reumáticas (segundo estudo) versus grupos controle saudáveis, em ambos os estudos. Os dados foram extraídos por revisores independentes. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta do Joanna Briggs Institute (JBI) e a certeza da evidência pelo sistema GRADE. As metanálises foram conduzidas utilizando modelos de efeitos aleatórios para calcular as Razões de Chance [Odds Ratio (OR)] com Intervalos de Confiança de 95% (IC95%). Resultados: No primeiro estudo (Capítulo II), a metanálise de efeito aleatório de seis estudos não identificou associação significativa entre osteoporose e a presença de patologias pulpoperiapicais (OR não ajustado= 1,65; IC95%: 0,80 a 3,41; I²=98,5%). O resultado manteve-se na análise ajustada (OR= 1,96; IC95%: 0,68 a 5,66). No segundo estudo (Capítulo III), a metanálise de efeito aleatório de treze estudos demonstrou uma associação positiva e significativa entre as doenças autoimunes reumáticas e as patologias pulpo-periapicais. A associação foi encontrada tanto na análise em nível individual (OR ajustado= 1,60; IC95%: 1,20 a 2,12; I²=95,2%) quanto na análise em nível dentário (OR não ajustado= 1,74; IC95%: 1,28 a 2,37; I²=69,4%). Em ambas as revisões, a certeza da evidência foi classificada como "Muito Baixa" (GRADE), devido principalmente ao alto risco de viés dos estudos primários, elevada heterogeneidade e imprecisão dos resultados. Conclusão: O resultado desta dissertação para os desfechos investigados assumiu um caráter antagônico: no primeiro estudo (Capítulo II), a revisão sistemática e metanálise não mostrou associação entre a osteoporose (condição degenerativa) e as patologias pulpo-periapicais; no entanto, no segundo estudo (Capítulo III), foi observada uma associação positiva com as doenças autoimunes reumáticas (condições inflamatórias). A plausibilidade biológica desse resultado sugere a necessidade de uma abordagem clínica integrada para a prevenção das patologias pulpo-periapicais em indivíduos com doenças autoimunes reumáticas. Ademais, sugerimos futuros estudos longitudinais com maior rigor metodológico a fim de elucidar possíveis conexões entre a osteoporose e os desfechos endodônticos.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA I/CCBS} }