@MASTERSTHESIS{ 2025:779856257, title = {Seja xereta: o ensino de ciências não-formal, território de resistência por meio da trajetória de Sônia Guimarães}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6833", abstract = "Esta dissertação analisa a trajetória acadêmica e profissional da professora Sônia Guimarães, primeira mulher negra doutora em Física no Brasil, interpretando-a como um território de resistência e reexistência no Ensino de Ciências. Parte-se da compreensão de que a ciência moderna foi estruturada sob bases eurocentradas, patriarcais e racistas, que historicamente excluíram mulheres negras dos espaços de produção de conhecimento. Assim, compreender e difundir a história de Sônia Guimarães é um gesto político e epistêmico de enfrentamento ao apagamento dessas presenças na história da ciência brasileira. A pesquisa, de natureza qualitativa, exploratória e interpretativa, fundamenta-se nos referenciais da interseccionalidade, das epistemologias decoloniais e do feminismo negro, com base em autoras como Crenshaw, Collins, Hooks, Gonzalez, Carneiro e Walsh. Utiliza-se a Análise Textual Discursiva (ATD) como metodologia, aplicada a três fontes principais: uma entrevista pública concedida pela cientista ao programa Provoca (TV Cultura, 2024), seu Currículo Lattes e um artigo biográfico de Katemari Rosa (2020), publicado pela ABPN. A análise discursiva revelou quatro metacategorias: Raízes e Despertar Científico, Docência e Invenção como Práticas de Resistência, Interseccionalidades na Ciência. Desafios e Enfrentamentos, e Legado e Futuro da Ciência Negra. Essas categorias evidenciam que a trajetória de Sônia é atravessada por enfrentamentos ao racismo institucional e ao sexismo acadêmico, mas também por práticas de invenção, solidariedade e compromisso com a transformação social por meio da educação. Sua presença na Física representa um marco histórico e pedagógico, abrindo caminhos para que outras mulheres negras possam se reconhecer como cientistas e educadoras. Como desdobramento prático e pedagógico da pesquisa, foi criado o Museu Virtual “Sônia Guimarães: Trajetória de uma Cientista Negra”, concebido como espaço digital interativo e decolonial, voltado à divulgação científica e ao empoderamento de meninas negras. O museu funciona como ferramenta de memória, visibilidade e formação crítica, promovendo práticas educativas antirracistas e de valorização de saberes plurais. Conclui-se que o Ensino de Ciências, quando atravessado por perspectivas interseccionais e decoloniais, pode se tomar um campo de resistência e transformação, rompendo silenciamentos e ampliando a representatividade na ciência. Ao valorizar a trajetória de Sônia Guimarães, este trabalho reafirma o papel das mulheres negras como produtoras de saber, memória e futuro, contribuindo para uma ciência brasileira mais plural, democrática e comprometida com a justiça social.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA/CCET}, note = {COORDENAÇÃO LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO - BACABAL/CAMPUS III} }