@PHDTHESIS{ 2026:1847775897, title = {PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E PADRÕES ESPACIAIS DO CÂNCER DE PÊNIS NO MARANHÃO: Análise de incidência, mortalidade e implicações para Políticas Públicas de Saúde}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6830", abstract = "O câncer de pênis (CaPe) é uma neoplasia rara em países de alta renda, porém permanece como importante problema de saúde pública em regiões marcadas por vulnerabilidades socioeconômicas e com limitações no acesso aos serviços de saúde. Estima-se que cerca de 100.000 homens sejam acometidos globalmente, e, no Brasil, embora represente aproximadamente 2% dos cânceres masculinos, apresenta distribuição profundamente desigual, com concentração expressiva na Região Nordeste. Nesse contexto, o estado do Maranhão destaca-se por apresentar as mais elevadas taxas de incidência de câncer de pênis já descritas mundialmente, configurando um cenário singular e alarmante. Objetivo: Analisar, de forma integrada, o perfil epidemiológico, a mortalidade e a distribuição espacial dos casos de câncer de pênis no estado do Maranhão, identificando padrões territoriais de risco e áreas prioritárias para intervenção em saúde pública. Métodos: Estudo transversal, quantitativo e de base populacional, complementado por análise ecológica em nível municipal. A população do estudo incluiu homens com 18 anos ou mais diagnosticados com câncer de pênis entre 2013 e 2022, com dados provenientes de hospitais de referência e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Foram analisados 518 pacientes, dos quais 261 evoluíram para óbito. Foram realizadas análises descritivas e análise espacial empregando o Índice de Moran Global e Local (LISA), estimativas bayesianas empíricas locais e densidade de Kernel, permitindo identificar padrões de autocorrelação espacial, áreas de concentração e desigualdades territoriais nas taxas de incidência e de mortalidade. Resultados: O Maranhão apresentou uma taxa padronizada de incidência de 18,83 casos por 100.000 homens, estado com maior carga da doença no país. A taxa de mortalidade foi a mais elevada da região nordeste, alcançando 8,03 óbitos por 100.000 homens. Predominaram pacientes com 60 anos ou mais (59,1%), de cor/raça parda (36,3%), trabalhadores do campo (45,8%) e com baixa escolaridade, incluindo 25,6% de analfabetos. O carcinoma de células escamosas foi o tipo histológico mais frequente (60,7%), com predomínio de tumores em estágio inicial (T1: 23,4%), embora procedimentos mutiladores, como a penectomia parcial, tenham sido amplamente utilizados (49,6%). A análise espacial revelou clusters de alta incidência concentrados nas regiões norte e sudoeste do estado, enquanto áreas do leste e sul apresentaram menores taxas. Observou-se dissociação entre incidência e mortalidade em alguns territórios, sugerindo desigualdades no acesso ao diagnóstico oportuno e ao tratamento especializado. Conclusões: O câncer de pênis no Maranhão apresenta distribuição espacial altamente heterogênea, fortemente associada a contextos de vulnerabilidade social, ruralidade e fragilidades na rede assistencial. A integração entre dados clínicos, epidemiológicos, de mortalidade e análise espacial evidenciou territórios críticos que demandam ações imediatas de vigilância, prevenção, diagnóstico precoce e fortalecimento da atenção especializada. Esses achados oferecem subsídios estratégicos para o planejamento territorializado de políticas públicas voltadas à saúde do homem e ao enfrentamento das desigualdades em saúde no estado.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE/CCBS}, note = {CBS1 - COORDENAÇÃO ESPECIAL DE CIÊNCIAS FISIOLÓGICAS E PATOLOGIA/CCBS} }