@MASTERSTHESIS{ 2026:663009810, title = {EFEITO DO PESO AO NASCER E DO ESTADO NUTRICIONAL INFANTIL NA MENARCA PRECOCE EM ADOLESCENTES DA COORTE BRISA}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6825", abstract = "Introdução: Observou-se nas últimas décadas uma tendência secular de antecipação da idade da menarca, associada a desfechos negativos para a saúde. Embora seus determinantes ainda não estejam totalmente esclarecidos, fatores genéticos, socioeconômicos, ambientais e nutricionais têm sido apontados como influências importantes, além de condições pré-natais e do nascimento, como peso ao nascer, prematuridade e menarca materna. Acredita-se que o peso ao nascer, especialmente quando reduzido, possa afetar o padrão de crescimento e a composição corporal na infância, predispondo à adiposidade excessiva e à menarca precoce. Objetivo: Analisar o efeito do peso ao nascer sobre a ocorrência de menarca precoce, mediado pelo estado nutricional aos 13–34 meses, entre adolescentes da coorte BRISA. Metodologia: Estudo longitudinal de coorte prospectiva, com dados do Brazilian Ribeirão Preto and São Luís Birth Cohort Studies (BRISA), referentes a São Luís (MA). Foram incluídas adolescentes nascidas em 2010 e acompanhadas nas três fases da coorte, com informações sobre ocorrência e idade da menarca. Após exclusão dos participantes do sexo masculino, a amostra final foi composta por 768 adolescentes. A menarca precoce foi definida como a ocorrência antes dos 12 anos. Realizaram-se análises descritivas, ponderação das perdas diferenciais pelo inverso da probabilidade e análise de caminhos para ajuste do modelo de mediação, utilizando os softwares RStudio e Mplus. Resultados: O peso ao nascer não apresentou efeito direto sobre a menarca precoce (CP = 0,00; p = 0,999) nem efeito indireto mediado pelo IMC aos 13–34 meses (CP = 0,035; p = 0,318). Também não houve efeito direto do peso ao nascer sobre o IMC para idade na primeira infância (CP = 0,237; p = 0,282). A menarca precoce materna (CP = 0,18; p < 0,001) e o IMC na primeira infância (CP = 0,15; p = 0,013) apresentaram efeitos diretos e positivos sobre a menarca precoce. As variáveis ganho de peso gestacional, classe econômica, restrição de crescimento intrauterino, idade gestacional, cor da pele e asma não mostraram efeitos significativos (p > 0,05). Conclusão: O peso ao nascer não apresentou efeito direto ou indireto sobre a menarca precoce. Em contrapartida, o IMC na primeira infância e a menarca precoce materna mostraram associação positiva com o desfecho, reforçando a importância do estado nutricional nos primeiros anos de vida como determinante do desenvolvimento puberal.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA/CCBS}, note = {CBS3 - COORDENAÇÃO ESPECIAL DE SAÚDE PÚBLICA/CCBS} }