@MASTERSTHESIS{ 2026:1777995432, title = {RNAs intergênicos não codificantes longos (lincRNAs) associados a mecanismos de invasão no câncer cervical: uma revisão sistemática e análise in silico.}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6790", abstract = "Introdução: Os RNAs não intergênicos não codificantes longos (lincRNAs) são longos transcritos não codificadores que regulam a expressão gênica por diferentes mecanismos. Os lincRNAs participam de processos essenciais como remodelação da cromatina e organização de complexos celulares. Sua desregulação está associada ao desenvolvimento e à progressão do câncer cervical (CC) e por isso, vêm sendo investigados como potenciais biomarcadores e alvos terapêuticos nas pesquisas oncológicas. Objetivo: Sumarizar os principais estudos com lincRNAs associados aos mecanismos de invasão no CC, através de uma busca sistemática da literatura e análise in silico. Metodologia: O estudo consistiu de uma revisão sistemática registrada no PROSPERO e conduzida conforme as diretrizes PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, ScienceDirect e Scopus, e a qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pelo checklist JBI. A caracterização dos lincRNAs e a previsão de suas interações e funções envolveram análises in silico, incluindo identificação genômica (HGNC), predição de quimiossensibilidade/quimiorresistência (ncRNAdrug) e interação lincRNA–mRNA (ENCORI). As análises funcionais (GO e KEGG) foram feitas com o ClusterProfiler, e os alvos foram integrados ao STRING para gerar a rede PPI, posteriormente refinada e visualizada no Cytoscape. Resultados: A busca sistemática resultou em 26 estudos elegíveis, nos quais foram identificados 23 lincRNAs relacionados ao CC, sobretudo aos mecanismos de invasão, proliferação e TEM. Dentre eles, 17 atuaram na invasão, 20 na proliferação e 6 no EMT, enquanto apenas dois apresentaram associação com o HPV. Um total de 17 lincRNAs funcionam como competidores endógenos (ceRNAs), e três estão ligados à metástase linfonodal, sendo um também associado à metástase a distância. As análises in silico revelaram possível quimiorresistência mediada por TUG1 (cisplatina) e LINC00511 (paclitaxel). As interações previstas revelaram proteínas centrais como HSP90AB1, RPS27A e CAV1, que se destacaram como hubs na rede PPI. As análises funcionais mostram enriquecimento em vias relacionadas à esteroidogênese ovariana, sinalização por cAMP e processos de regulação celular, reforçando o papel desses lincRNAs na progressão tumoral e em possíveis mecanismos de resistência terapêutica. Conclusão: Esses achados reforçam o potencial dos lincRNAs como biomarcadores e alvos terapêuticos, considerando seu papel em processos biológicos importantes e em vias de sinalização associadas à progressão tumoral.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO}, note = {DEPARTAMENTO DE MEDICINA II/CCBS} }