@MASTERSTHESIS{ 2025:1731607153, title = {PARENTALIDADE E O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO CONTEXTO SUS: UM ESTUDO SOBRE ESTRESSE PARENTAL E SUPORTE SOCIAL}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6780", abstract = "Nos últimos anos, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) emergiu como um desafio significativo para a saúde pública, devido à sua prevalência crescente e ao impacto profundo sobre as famílias. O estresse parental, fenômeno multifatorial influenciado pelas características da criança, condições socioeconômicas, suporte conjugal e gravidade dos sintomas, afeta de modo expressivo a saúde mental dos cuidadores e a dinâmica familiar. A maior parte do cuidado recai sobre as mães, tornando essencial investigar como fatores contextuais modulam a experiência da parentalidade atípica e como o suporte social pode atuar como fator protetivo. Esta dissertação teve dois objetivos centrais: (1) mapear a literatura nacional e internacional sobre estresse parental e suporte social em cuidadores primários de crianças com TEA; e (2) analisar empiricamente essa relação em famílias atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Maranhão. Para isso, foram desenvolvidos dois estudos que resultaram nos dois manuscritos que compõem esta dissertação. O primeiro manuscrito consistiu em uma revisão de escopo, visando sistematizar e discutir evidências sobre a relação entre suporte social e estresse parental. A busca em cinco bases de dados identificou quinze estudos, mostrando que o estresse parental é multifatorial, reforçando a necessidade de abordagens interdisciplinares que articulem dimensões clínicas, psicológicas e sociais. O segundo manuscrito contou com a participação de 94 cuidadores primários, predominantemente mães, casadas, pardas, com ensino médio e desempregadas. Foi adotado desenho quantitativo transversal, com dados secundários, retrospectivos e complementados por informações prospectivas. Foram utilizados prontuário, Escala de Estresse Parental (EEPa) e Escala de Suporte Social Percebido (ESSP). Os resultados indicaram níveis leves de estresse parental, com maior impacto de estressores cotidianos ligados à sobrecarga do cuidado. O suporte emocional destacou-se como o único preditor significativo do estresse, explicando aproximadamente 16% da variância observada. Os achados evidenciam a centralidade do suporte emocional como elemento protetivo para o estresse parental, especialmente para mulheres que assumem a maior parte do cuidado, frequentemente prejudicadas em sua vida profissional e social. Conclui-se que o enfrentamento do estresse parental em famílias de crianças com TEA requer intervenções clínicas e políticas públicas intersetoriais, voltadas para suporte emocional, instrumental e fortalecimento de redes comunitárias.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA/CCH}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE PSICOLOGIA/CCH} }