@MASTERSTHESIS{ 2025:1822641103, title = {Qualidade de vida de pessoas idosas negras com hipertensão arterial}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6771", abstract = "A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma das condições crônicas mais prevalentes entre pessoas idosas e afeta de forma mais acentuada a população negra, comprometendo a qualidade de vida. A intersecção entre raça, envelhecimento e condições crônicas evidencia iniquidades históricas no acesso à saúde e nas condições de vida, o que reforça a importância de avaliar a qualidade de vida dessa população para subsidiar políticas públicas equitativas e práticas de cuidado culturalmente sensíveis. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida de pessoas idosas negras com hipertensão arterial. Trata-se de um estudo transversal e analítico, realizado entre janeiro e junho de 2025. A coleta de dados foi conduzida presencialmente pela pesquisadora principal, mediante aplicação de dois questionários estruturados: o primeiro abordando variáveis sociodemográficas, hábitos de vida, aspectos clínicos e dados antropométricos; e o segundo correspondente ao instrumento validado Medical Outcomes Short-Form Health Survey (SF-36), que avalia oito domínios da qualidade de vida. A análise dos dados foi realizada no Statistical Package for the Social Sciences (versão 24.0), utilizando-se os testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e correlação de Spearman (p<0,05). A amostra foi composta por 191 indivíduos, predominantemente mulheres (65,4%), com idade mediana de 72 anos, casados (70,2%), aposentados (89,0%), com renda entre um e três salários mínimos (93,2%) e ensino fundamental incompleto (41,9%). A maioria não fumava (92,7%), não consumia álcool (90,1%) e apenas 37,7% praticava atividade física. Quanto aos aspectos clínicos, 89% conviviam com o diagnóstico há mais de seis anos e 99,0% estavam em tratamento medicamentoso. A mediana do Índice de Massa Corporal foi de 26 kg/m2 e da circunferência da cintura, 92,8 cm. Os menores escores de qualidade de vida foram observados nos domínios dor (mediana=32), aspectos emocionais (mediana=33,3) e vitalidade (mediana=40), enquanto saúde mental (mediana=72) e aspectos sociais (mediana=50) apresentaram melhores valores. Participantes solteiros, com maior escolaridade e praticantes de atividade física apresentaram escores mais elevados (p<0,001). Maior tempo de diagnóstico, tabagismo e baixa prática de atividade física associaram-se a piores resultados em múltiplos domínios (p<0,05). A presença de outras condições crônicas associou-se à maiores escores nos domínios vitalidade, dor, aspectos emocionais, sociais e saúde mental (p<0,05). O uso de serviços privados e a frequência regular aos serviços também apresentaram associações positivas com vários domínios. Conclui-se que a qualidade de vida de pessoas idosas negras com hipertensão arterial sistêmica é influenciada por fatores sociodemográficos, clínicos e comportamentais. A predominância de mulheres com baixa escolaridade e renda, associada ao sobrepeso, sedentarismo e comorbidades, configura um cenário de vulnerabilidade que compromete especialmente os domínios dor, aspectos emocionais e vitalidade, reforçando a necessidade de estratégias de cuidado culturalmente sensíveis e equitativas na atenção primária à saúde.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM/CCBS} }