@MASTERSTHESIS{ 2026:33966935, title = {Diabetes Mellitus na Atenção Primária à Saúde de Imperatriz – MA: Aspectos clínico-epidemiológicos e distribuição espaço-temporal}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6765", abstract = "Introdução: O diabetes mellitus (DM) é um relevante problema de saúde pública, caracterizado por elevada prevalência, morbimortalidade e impacto socioeconômico, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Em contextos marcados por desigualdades sociais como o Nordeste brasileiro, a análise clínico-epidemiológica associada à abordagem espacial contribui para a identificação de áreas prioritárias e grupos mais vulneráveis. Objetivo: Analisar os aspectos clínico-epidemiológicos e a distribuição espacial dos casos de DM na APS do município de Imperatriz, Maranhão, no período de 2020 a 2024. Metodologia: Estudo ecológico com medidas distintas de análises, realizado a partir de dados secundários coletados em janeiro de 2025 via sistema e-SUS/APS, disponibilizados pela Superintendência de APS do município. Variáveis de contexto clínico-epidemiológicas foram avaliadas por meio da estatística descritiva, sendo expressos valores absolutos e relativos das mesmas. Para verificar a associação entre as variáveis de contexto clínico-epidemiológico e desfecho óbito, utilizouse os modelos de regressão de Poisson, as razões de prevalências e os respectivos intervalos de confiança de 95%, foram estimados por meio do Rstudio® versão 2025.05.0, fixando nível de significância a 5%. Determinou-se a prevalência semestral em valores percentuais ao longo do período analisado e sua tendência via software Joinpoint Regression Program, versão 5.2.0.0. Os casos foram georreferenciados a partir de endereços completos e coordenadas geográficas, utilizando o complemento Geocode by Awesome Table® integrado ao Google®. Em seguida, foram distribuídos nos setores censitários do município e analisados espacialmente por densidade Kernel no software QGIS® versão 3.34.8. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Maranhão sob parecer número 7.239.338. Resultados: Foram registrados 17.761 casos, predominantemente DM tipo 2 (88,5%), mulheres (60,0%), pessoas com 60 anos ou mais (54,7%), pardos (63,8%), com ensino fundamental incompleto (52,6%) e peso adequado (66,7%). A comorbidade mais frequente foi a hipertensão arterial sistêmica (HAS) (54,7%). A maioria era não tabagista e sem complicações como acidente vascular encefálico (AVE) e infarto agudo do miocárdio (IAM). Houve elevada proporção de dados ignorados, principalmente em estado civil (91,6%). Na análise multivariada, os fatores associados ao óbito foram idade ≥ 60 anos, câncer, DPOC e ocorrência de AVE, todos com risco significativamente elevado. A prevalência do DM em Imperatriz variou de 0,5% em 2020 a 4,3% em 2023, com média de 2,27%, apresentando aumento inicial seguido de redução para 1,6% em 2024. A tendência geral foi estável, com crescimento entre 2020/1–2023/1 (+48,37%) e declínio entre 2023/1–2024/1 (-30,03%). Foram geocodificados cerca de 90% dos casos de DM (15.980), com 92% concentrados em setores censitários urbanos. A aplicação da técnica Kernel evidenciou distribuição heterogênea e não aleatória, com áreas de elevada densidade principalmente nos bairros Centro, Nova Imperatriz, Bacuri e Juçara. Conclusão: Os achados revelaram predominância na população de DM, por idosos, mulheres, pardos, baixa escolaridade e comórbidos com HAS, sobrepujando o DM2, com concentração intraurbana dos casos. Tais achados sustentam a tomada de decisão, orientam a distribuição de recursos e a definição de prioridades assistenciais territoriais reafirmando o papel central da APS no enfrentamento do DM.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDE - REDE NORDESTE DE FORMAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA/CCBS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM/CCSST} }