@MASTERSTHESIS{ 2026:1067120274, title = {Protótipo de aplicativo móvel centrado no usuário para o manejo da sífilis gestacional e congênita na atenção primária a saúde}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6764", abstract = "Introdução: A sífilis gestacional e congênita é um sério problema de saúde pública no Brasil, refletindo fragilidades na atenção pré-natal e no manejo clínico adequado por parte dos profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde. Apesar da centralidade do papel de médicos e enfermeiros na assistência às gestantes, ainda há lacunas técnicas que favorecem a persistência da transmissão vertical. Nesse contexto, acredita-se que o uso de tecnologias educativas, especialmente a mHealth, poderia ser uma estratégia promissora para qualificar a prática profissional, oferecendo acesso as diretrizes atualizadas de diagnóstico e tratamento, de forma rápida e portátil em diferentes localizações geográficas. Objetivo: Construir um protótipo de aplicativo móvel sobre manejo clínico da Sífilis Gestacional e Congênita na Atenção Primária à Saúde. Metodologia: Trata-se de um estudo de metodológico e de desenvolvimento fundamentado no User Centered Design (UCD). O estudo foi realizado de abril de 2024 a janeiro de 2026, em duas fases, a primeira fase, com foco nos usuários e em suas ações, compreendeu três etapas: revisão narrativa para identificação de aplicativos sobre sífilis disponíveis nas plataformas Play Store e App Store; investigação com o público-alvo, por meio da aplicação de questionário e realização de grupo focal, com vistas a identificar dificuldades assistenciais e subsidiar a descrição do conteúdo; definição do conteúdo e aparência baseado nos protocolos do Ministério da Saúde. A segunda fase, contemplou o desenvolvimento do protótipo do aplicativo utilizando-se a plataforma Figma e apresentação do protótipo criado no Grupo Focal. O projeto foi aprovado por Comitê de Ética sob n. 7.416.638. Resultados: Os aplicativos avaliados adotavam uma abordagem generalista, contemplando várias Infecções Sexualmente Transmissíveis, sem foco exclusivo na sífilis, a predominância foi de aplicativos em inglês e uma carência de recursos visuais, como imagens e vídeos. Na investigação com os profissionais da Atenção Primária a Saúde a amostra foi composta por 52 profissionais sendo 8 médicos (15,4%) e 44 enfermeiros (84,6%) a maioria apresentou bom conhecimento sobre a infecção, porem foram reveladas fragilidades no manejo terapêutico e no seguimento clínico, além de dificuldades relacionadas à assistência do parceiro e à baixa adesão das gestantes ao tratamento. A realização do grupo focal trouxe contribuições que orientaram a definição de conteúdo, aparência e funcionalidades, como também, na avaliação do protótipo. O desenvolvimento do SIFI app trouxe seções com conceitos, dados epidemiológicos e ilustrações clínicas das lesões da sífilis, fluxogramas interativos de diagnóstico e conduta, calculadora sorológica de acompanhamento terapêutico, biblioteca digital de protocolos oficiais e assistente virtual baseado em inteligência artificial. Conclusão: O protótipo SIFI app foi desenvolvido e pode apresentar potencial na qualificação da prática profissional, favorecer a educação permanente em saúde e contribuir para a redução de falhas assistenciais relacionadas ao manejo da sífilis gestacional e congênita. Após subsequente validação, sua aplicabilidade na Saúde da Família reside no apoio à tomada de decisão clínica, na padronização das condutas, na ampliação do acesso às diretrizes atualizadas e no fortalecimento da assistência pré-natal.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDE - REDE NORDESTE DE FORMAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA/CCBS} }