@MASTERSTHESIS{ 2025:452919060, title = {Funcionamento discursivo e efeitos de sentido para o autismo em enunciados da mídia}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6762", abstract = "A discussão sobre o autismo tem se tornado um acontecimento cada vez mais frequente na sociedade brasileira, sendo abordada inclusive na mídia, através de suas diferentes plataformas, como programas de TV, seriados, filmes, documentários e, ainda, na mídia impressa, como jornais e revistas. Nesse contexto, é interessante destacar as revistas Época e Superinteressante que, regularmente, tratam do tema em seus periódicos. Nesta pesquisa, propomos analisar os enunciados sobre o autismo publicados na edição de nº 473 da revista Época e na edição de nº 410 da Superinteressante, a fim de compreender como se organiza o discurso da mídia na constituição de saberes e produção de sentidos para o autismo. Neste trabalho, partimos do pressuposto que essas revistas – que integram aquilo que podemos chamar de mídia – atuam não apenas como espaços discursivos de produção e democratização da informação, mas também como instâncias enunciativas que, por meio de estratégias discursivas diversas, orientam, organizam e regulam o discurso, influenciando o modo como o público deve interpretá-lo. Dessa forma, buscamos examinar como essas plataformas organizam os enunciados sobre o autismo nas edições supracitadas e quais os efeitos de sentidos que produzem para essa condição neurológica e para os sujeitos autistas. Nesta pesquisa, fundamentamo-nos nos postulados teóricos e metodológicos da Análise de Discurso de linha francesa, apoiando-nos nas contribuições de Charaudeau (2006; 2016), Foucault (1996; 2008; 2013; 2014) e Pêcheux (1995; 1997; 2008), para analisar e interpretar os enunciados sobre autismo veiculados nas edições das revistas Época e Superinteressante. Metodologicamente, esta pesquisa caracteriza-se como bibliográfica e documental, fundamentada na leitura analítica e interpretativa dos enunciados sobre/para o autismo presentes nas edições selecionadas. Como resultado, constatamos que os enunciados da Época para o autismo se inserem predominantemente na ordem do discurso especializado, articulando-se a uma formação discursiva médico-científica, que produz efeitos patologizantes e que limita outras interpretações possíveis para o autismo. Nesse processo, observa-se um regime de controle discursivo que privilegia a voz do saber especializado em detrimentos de outras, como a do próprio sujeito autista, que é silenciada ou parcialmente representada no espaço discursivo da revista. A Superinteressante também recorre ao saber especializado como base de suas abordagens, mas reconhecem outras vozes (como a de sujeitos autistas e seus familiares) no processo de interpretação do autismo. Essa articulação entre diferentes vozes para falar e interpretar o autismo no espaço discursivo da Superinteressante possibilita construir uma narrativa que vai além de sua descrição clínica e patológica, promovendo, assim, uma compreensão mais ampla e plural do fenômeno, produzindo, dessa forma, efeitos de pluralidade e de singularidade dentro do espectro.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - Campus Bacabal}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS/CCH} }