@MASTERSTHESIS{ 2025:78662800, title = {Saberes entre terreiros - religião de matriz-africana e a escola: filosofia da ancestralidade no ensino antirracista}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6737", abstract = "Esta carta-dissertativa, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PROF-FILO) da Universidade Federal do Maranhão, propõe uma experienciação filosófico pedagógica sobre os saberes de tradição afro-brasileira a partir do terreiro e o seu cruzo com o terreiro da escola, assentada na filosofia da ancestralidade. O caminho rizomático se dá no cruzamento simbólico e epistemológico entre dois terreiros: o terreiro de Umbanda Santa Bárbara, situado na cidade Marabá, no Estado Pará, e o terreiro da Escola Estadual Walkise da Silveira Vianna, fincado território do mesmo bairro. A partir de uma abordagem cartográfico rizomática e de um percurso filo-poético em forma de cartas-ensaios, articula-se os conceitos de ancestralidade, encruzilhada, corpo-território, epistemologia do cruzo e pedagogia do xirê, para problematizar a exclusão histórica dos saberes afro-indígenas dos currículos escolares e propor um ensino de filosofia afroreferenciado, antirracista. Inspirado em pensadores e pensadoras da África e afrodiaspóricos como Imhotep, Wiredu, Mbiti, Marimba Ani, Achille Mbembe, Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, Frantz Fanon e em intelectuais brasileiros como Eduardo David de Oliveira, Muniz Sodré, Vanda Machado e Renato Noguera, Sueli Carneiro, Conceição Evaristo. A carta-dissertativa enraíza a filosofia no chão da experiência vivida ao investigar práticas e cosmopercepções do terreiro Santa Bárbara, evocando uma filosofia viva, encarnada nos ritos, cantos e saberes transmitidos oralmente pelas lideranças religiosas e pelas comunidades afro-indígenas de terreiro da Amazônia Paraense. As pisadas na abordagem de imersão nos terreiros foram pelas trilhas e pistas cartográficas-rizomáticas realizada para uma intervenção pedagógica no ensino médio, por meio de trilhas de ensinagem baseadas nos princípios da circularidade, da corporeidade e do diálogo ancestral. Como produto educacional, forjou-se O Xirê de Pedagógico: Laroyê, Eparrêi, Ogunhê, uma proposta didático-filosófica para o ensino de filosofia no ensino médio, centrada na valorização das epistemologias ancestrais e na insurgência contra o epistemicídio promovido pela colonialidade do saber. A carta-dissertativa constitui-se como gesto de resistência e reexistência, descolonizando o pensamento pedagógico a partir de Marabá, território afro-rizomático. Nela, entrelaçam-se os saberes da escola e do terreiro, invocando Exu, Ogum, Iansã, Oxóssi e os encantados dos povos originários como mestres filosóficos. Assim, reabrem-se caminhos para que a educação pública se reafirme como espaço de dignidade, pertença e afirmação dos povos historicamente subalternizados.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDE - MESTRADO PROFISSIONAL EM FILOSOFIA/CCH}, note = {DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA/CCH} }