@MASTERSTHESIS{ 2026:698423566, title = {INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA E ETNOFARMACOLÓGICA EM MULHERES COM SINTOMAS VULVOVAGINAIS EM UM MUNICÍPIO DA BAIXADA MARANHENSE}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6730", abstract = "Introdução: Sintomas vulvovaginais, como corrimento, prurido, ardor, disúria e desconforto genital, configuram queixas frequentes nos serviços de saúde e podem decorrer de diferentes condições infecciosas e não infecciosas, incluindo vaginoses bacterianas, infecções fúngicas, infecções sexualmente transmissíveis, alterações hormonais e processos irritativos. Entre as causas infecciosas, destaca-se a candidíase vulvovaginal, tradicionalmente associada a Candida albicans O aumento da resistência aos antifúngicos e aos antibacterianos tem impulsionado a busca por terapias alternativas, incluindo probióticos e compostos vegetais, o que reforça a relevância dos saberes etnofarmacológicos locais. Objetivo: Investigar o perfil epidemiológico e etnofarmacológico de mulheres com sintomas vulvovaginais atendidas em serviços de saúde de um município da Baixada Maranhense, com foco na candidíase vulvovaginal, analisando prevalência, manifestações clínicas, fatores associados e práticas preventivas e terapêuticas adotadas. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal analítico, realizado entre outubro de 2024 e agosto de 2025, com mulheres de 18 a 50 anos atendidas em Unidades Básicas de Saúde e em um Hospital no município de Pinheiro-MA. Aplicou-se um questionário estruturado contemplando variáveis sociodemográficas, clínicas e etnofarmacológicas. Os dados foram analisados no software Jamovi, utilizando os testes qui-quadrado e exato de Fisher (p<0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Maranhão (Parecer nº 7.163.938). Resultados: Foram avaliadas 153 mulheres atendidas em serviços de saúde de Pinheiro–MA. A prevalência de detecção laboratorial de Candida spp. foi de 8,5%, incluindo infecções isoladas e mistas. Observou-se discrepância entre sintomas autorreferidos, como corrimento vaginal e prurido, e a confirmação laboratorial. Menor escolaridade, uso de ducha vaginal e uso de medicação contínua associaram-se à detecção de Candida spp. O uso de plantas medicinais foi relatado por 50,3% das participantes, especialmente entre mulheres com recorrência de sintomas, sendo aroeira, barbatimão e unhade-gato as espécies mais citadas, utilizadas em preparações caseiras, com elevada percepção de melhora. Conclusão: A candidíase vulvovaginal apresentou baixa prevalência laboratorial, contrastando com a elevada frequência de sintomas, evidenciando desafios no reconhecimento clínico das vulvovaginites na atenção primária. Fatores clínicos, comportamentais e sociais influenciaram a ocorrência da infecção, enquanto o uso expressivo de plantas medicinais destacou a relevância das práticas etnofarmacológicas nos itinerários terapêuticos femininos. Os achados apontam para a necessidade de estratégias integradas que articulem qualificação da assistência, educação em saúde e reconhecimento crítico dos saberes tradicionais no cuidado à saúde da mulher no SUS.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO}, note = {CBS1 - COORDENAÇÃO ESPECIAL DE CIÊNCIAS FISIOLÓGICA E PATOLOGIA/CCBS} }