@MASTERSTHESIS{ 2025:377453885, title = {“A CIÊNCIA SE FAZ COM HISTÓRIA”: Trajetórias de mulheres pretas doutoras em Química no Maranhão}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6718", abstract = "Esta dissertação investiga as trajetórias das primeiras mulheres pretas maranhenses que conquistaram o título de doutoras em Química, com o objetivo de compreender suas contribuições para a formação docente e os sentidos atribuídos à docência em suas experiências. O estudo está delimitado ao contexto maranhense e enfoca interseccionalmente os marcadores de gênero, raça e classe, considerando os atravessamentos históricos e sociais que moldaram os percursos dessas mulheres na ciência. A relevância da pesquisa reside na visibilização de saberes, práticas e resistências que costumam ser silenciados no campo acadêmico, tensionando a lógica hegemônica da produção de conhecimento científico. O referencial teórico articula os estudos feministas negros (como os de Angela Davis, Patricia Hill Collins, Sueli Carneiro, Lélia Gonzalez), a perspectiva decolonial (como Frantz Fanon, Aníbal Quijano, Maria Lugones e Catherine Walsh) e a teoria da interseccionalidade proposta por Kimberlé Crenshaw, Carla Akotirene e Sirma Bilge. A metodologia adotada é qualitativa, de orientação fenomenológica (Bicudo), do tipo narrativa que envolveu entrevistas com duas professoras doutoras negras em Química. A Análise Textual Discursiva (ATD, das entrevistas gerou cinco categorias: (1) Origens, infância e caminhos de escolarização, que evidenciam experiências marcadas por privações materiais e racismo estético, mas também por uma valorização da educação como possibilidade de mudança; (2) Formação acadêmica e resistência institucional, que revela os enfrentamentos diante das barreiras raciais, linguísticas e estruturais no Ensino Superior e na pós-graduação; (3) Ser mulher negra na ciência: (in)visibilidade, desconfiança e reivindicação, que denuncia o estranhamento da presença negra na ciência e destaca os processos de afirmação identitária; (4) Práticas pedagógicas e compromisso com a transformação social, que mostra como essas docentes atuam com afeto, acolhimento e responsabilidade social, ressignificando o ensino de Química; e (5) Legados, subjetividades e (re)invenções, que aborda maternidade, adoecimento, arte e resistência afetiva como dimensões íntimas da vivência docente. Os resultados evidenciam a centralidade da docência como prática política e espaço de resistência, revelando saberes que desafiam a colonialidade do saber, do poder e do ser. As narrativas das participantes apontam para um compromisso ético com a transformação da educação e com a afirmação de suas identidades negras, inscrevendo suas existências como atos de reescrita da história e como inspiração para outras gerações. Desse modo, suas trajetórias constituem práticas de insurgência epistêmica, propondo novas formas de pensar e ensinar ciências a partir de lugares subalternizados, porém potentes.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA/CCET}, note = {ENGT - COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA DE TRANSPORTES/CCENGT} }