@MASTERSTHESIS{ 2026:808822571, title = {Mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis no Maranhão: análise temporal e alinhamento com a agenda 2030}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6719", abstract = "Introdução: A Região Nordeste, em especial o Maranhão, apresenta elevada taxas de mortalidade prematura por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), cenário agravado por persistentes desigualdades socioeconômicas e desafios estruturais no sistema de saúde. A análise da evolução histórica dessas taxas é essencial para subsidiar políticas públicas capazes de acelerar a redução de mortes evitáveis e contribuir para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (Saúde e Bem-Estar) da Agenda 2030. Objetivo: Analisar a evolução temporal das taxas de mortalidade prematura (30 a 69 anos) atribuídas a doenças cardiovasculares, câncer, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas do estado do Maranhão e das despesas de saúde no período de 2015 a 2023. Metodologia: Estudo ecológico, exploratório, com abordagem analítica, baseado em dados secundários dos Indicadores Brasileiros para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS Brasil/IBGE), especificamente o indicador 3.4.1. Foram analisadas séries temporais das taxas de mortalidade prematura por DCNT no Maranhão entre 2015 e 2023, estratificadas por sexo e faixa etária. A tendência temporal foi estimada por regressão de Prais–Winsten, com cálculo da variação percentual anual (APC) e respectivos intervalos de confiança de 95%. Resultados: A mortalidade prematura por DCNT no Maranhão caiu de 14,59 para 13,26 óbitos/100 mil entre 2015 e 2023 (APC ≈ 1,03%/ano). Entre homens houve redução de 16,02 - 15,35 (não significativa), enquanto entre mulheres houve queda significativa 13,23 - 11,34 (APC = –1,47%, p < 0,05). Por idade, as taxas em 2023 foram 2,29 (55–59 anos), 3,59 (60–64) e 5,66/100 mil (65–69), com as maiores quedas (APC ≈ –1,20% a –1,45%); o grupo 40–44 anos permaneceu estável (0,53–0,61/100 mil). Quanto ao financiamento, a despesa estadual per capita cresceu de R$ 1.597,19 (2015) para R$ 2.603,19 (2023), com média de R$ 2.038,97 no período. A correlação entre mortalidade e despesa per capita foi forte e negativa (r = –0,884) e negativa para a receita (r = –0,8165), enquanto as transferências federais apresentaram correlação mais fraca (r = –0,4122). Em modelos log–log, a despesa per capita mostrou associação inversa significativa com a mortalidade (β ≈ –0,17, p < 0,05), indicando elasticidade negativa; a análise com defasagem de 1 ano confirmou efeito similar (β ≈ –0,15, p < 0,05). Estratificações revelaram efeito significativo entre mulheres (β ≈ –0,14 a –0,18, p < 0,05) e ausência de significância entre homens (β ≈ –0,08 a –0,10, p > 0,05). As transferências federais não apresentaram associação estatisticamente relevante na maioria dos modelos. Conclusão: Houve queda moderada da mortalidade por DCNT no Maranhão e associação inversa com o financiamento em saúde, mas o progresso permanece insuficiente para cumprir a meta do ODS 3.4. São necessárias ações mais efetivas para acelerar a redução de mortes evitáveis por DCNT no estado.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDE EM SAÚDE DA FAMÍLIA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE MEDICINA II/CCBS} }