@MASTERSTHESIS{ 2025:584141724, title = {São João na escola: práticas educativas para manter viva a cultura}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6711", abstract = "O presente trabalho, intitulado “São João na Escola: práticas educativas para manter viva a cultura”, integra a linha de pesquisa Pluriculturalidade, Interculturalidade e Práticas Interdisciplinares do Programa de Pós-Graduação em Educação e Práticas Educacionais (PPGEPE) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A investigação nasce da constatação de que, embora as festas juninas constituam um dos mais expressivos patrimônios imateriais brasileiros, ainda são tratadas de modo superficial no espaço escolar, geralmente restritas a eventos comemorativos e pouco articuladas ao currículo. Diante dessa lacuna, o estudo se orienta pela seguinte questão central: como integrar o São João ao ambiente escolar como prática educativa interdisciplinar, promotora de identidade, pertencimento e preservação cultural? O objetivo geral consiste em compreender de que modo as práticas educativas em torno da celebração do São João, tanto no espaço formal do currículo quanto nas ações extracurriculares, contribuem para a valorização das festas juninas enquanto identidade e patrimônio cultural, articulando cultura, território e aprendizagem significativa. A fundamentação teórica dialoga com Paulo Freire (1996; 2011), ao compreender a cultura como leitura de mundo; Brandão (1986; 2002), ao reconhecer a educação como fenômeno social e comunitário; Candau (2012; 2016) e Fleuri (2018), ao discutir interculturalidade crítica; Hernández (1998; 2000), Fazenda (2011) e Moura (2018), na defesa da pedagogia de projetos e da interdisciplinaridade; Morin (2000; 2002) e Moraes (2020), no debate sobre complexidade; e ainda com Cuche (1999), Câmara Cascudo (2001), Campos (2007) e Chianca (2009), que iluminam a compreensão da cultura popular e das tradições juninas. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, ancorada na pesquisa-ação em espiral (Thiollent, 2011), desenvolvida na Escola Municipal Leôncio Pires Dourado, em Imperatriz-MA, e sustentada pela técnica de Análise de Conteúdo (Bardin, 2016). Os dados foram produzidos por meio de questionários semi estruturados, observação participante, rodas de conversa e registros de campo, envolvendo professores e estudantes do 8o e 9o anos. A análise revelou tensões religiosas e culturais, desafios curriculares, fragilidades do PPP e, ao mesmo tempo, potentes experiências formativas emergidas de práticas interdisciplinares, ateliês de criação, ensaios da quadrilha junina, oficinas e ações com a rede de proteção. Como resultado técnico-científico, elaborou-se um Produto Educacional: um Projeto Pedagógico Interdisciplinar de São João, inspirado na Pedagogia de Projetos (Hernández, 1998), que sistematiza um conjunto de práticas educativas culturais, críticas e criativas, propondo a festa junina como eixo articulador do currículo, dispositivo de proteção social e estratégia de valorização do patrimônio cultural. Conclui-se que, quando o São João adentra a escola como prática pedagógica planejada, dialógica e intercultural, ele reencanta o currículo, fortalece vínculos, convoca o protagonismo dos estudantes e promove aprendizagens significativas ancoradas na identidade e na memória coletiva. Assim, a festa ultrapassa o caráter recreativo e se afirma como ação formativa, espaço de resistência cultural e campo legítimo de produção de conhecimento, capaz de manter viva a cultura e ampliar horizontes educativos no contexto da escola pública brasileira.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E PRÁTICAS EDUCATIVAS - PPGEPE}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE PEDAGOGIA/CCSST} }