@MASTERSTHESIS{ 2025:650549161, title = {Garimpagem e contaminação ambiental por mercúrio na Amazônia: uma abordagem a partir dos povoados Cipoeiro e Chega-Tudo em Centro Novo do Maranhão}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6680", abstract = "A garimpagem de ouro na Amazônia configura uma das atividades econômicas mais degradantes do meio ambiente, especialmente pelo uso do mercúrio (Hg) como agente de amalgamação, substância altamente tóxica e persistente. No município de Centro Novo do Maranhão, situado na Amazônia Maranhense, essa prática permanece como alternativa de subsistência, sobretudo nos povoados de Chega-Tudo e Cipoeiro, onde a exploração artesanal do ouro ocorre de forma ilegal, sem controle ambiental e sanitário. Tal contexto suscita preocupações quanto à contaminação de sedimentos, águas e organismos aquáticos, com repercussões diretas sobre a saúde humana e a segurança alimentar. O objetivo desta pesquisa foi analisar os níveis de contaminação por mercúrio em sedimentos, águas e pescado nas áreas sob influência de garimpos em Centro Novo do Maranhão, identificando os impactos ambientais e sociais decorrentes da garimpagem e suas implicações para as comunidades locais. A metodologia adotada baseou-se em uma abordagem geossistêmica e dialética, integrando dimensões naturais e sociais da paisagem. Foram realizadas entrevistas com 49 moradores de povoados adjacentes aos garimpos e coletas de oito amostras de sedimentos, oito de água e uma de peixe (Pseudoplatystoma corruscans) em dois períodos sazonais (cheia e seca). Os resultados evidenciam níveis de mercúrio nas águas dos rios variando entre 0,012 e 0,6 µg·L⁻¹, indicando níveis de contaminação variando entre 10 % e 200%. Para os sedimentos, os níveis de contaminação variaram entre 0,016 e 19 mg·kg⁻¹), valores que expressam uma contaminação entre 1382% e 3808% quando comparados aos parâmetros estabelecidos pela legislação ambiental brasileiro. A análise das entrevistas revelou que 51% dos moradores já trabalharam em garimpo, 67% reconhecem o garimpo como principal fonte de renda e 74% o associam a riscos à saúde e à contaminação dos rios. Os dados demonstram a dependência econômica e vulnerabilidade socioambiental da população dos povoados, refletindo a ausência de políticas públicas eficazes de controle e mitigação dos impactos da mineração ilegal. Os resultados reforçam a urgência de desenvolvimento de ações de educação ambiental, diversificação econômica e fiscalização efetiva, capazes de reduzir a exposição dos trabalhadores dos garimpos ao mercúrio e promover alternativas sustentáveis para as populações amazônicas. Palavras-chave: Mineração ilegal; Vulnerabilidade socioambiental; Amazônia Maranhense; Centro Novo do Maranhão", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (PPGGEO)}, note = {DEPARTAMENTO DE GEOCIENCIAS/CCH} }