@MASTERSTHESIS{ 2018:864008740, title = {Mecanismo de ação da atividade antinociceptiva e anti-inflamatória da Persea americana}, year = {2018}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/tede/2405", abstract = "Persea americana Mill é uma espécie vegetal tradicionalmente utilizada na medicina tradicional brasileira no tratamento de processos álgicos e inflamatórios. Objetivos: Avaliar o efeito anti-inflamatório e antinociceptivo do extrato hidroalcoolico das folhas de Persea americana Mill (EHPa) em modelos de dor e inflamação, bem como investigar os possíveis mecanismos envolvidos na ação desta espécie. Materiais e Métodos: Para identificação dos compostos existentes no EHPa ultizou-se a CLAE. A atividade do EHPa foi avaliada utilizando camundongos mus musculus (machos, ±45 dias) no teste de edema de pata induzido por carragenina e dextrana, para ação anti-inflamatoria e; contorções abdominais induzidas por ácido acétco, formalina e glutamato para ação antinociceptiva. Para avaliação do envolvimento de receptors opioides e participação da via L-arginina-NO na ação antinociceptiva, tratou-se previamente com naloxona e L-NAME, respectivamente. Para análise in vitro, utilizou-se o teste de inibição de COX-1 e COX-2 e a docagem molecular para avaliar o composto que melhor interagiu com a COX-2. Resultados: A CLAE identificou compostos como a β-amirina, ácido cafeico, ácido cumárico, isoquercitrina, naringerina e canferol. O tratamento com EHPa 250 e 500mg/kg reduziu o edema de pata induzido por carragenina em 40% e 70%, repectivamente; resultado semelhante foi obtido com o EHPa na dose de 500mg/kg na indução de edema por dextrana (redução de 50%), evidenciando o poder anti-inflamatório da espécie. O EHPa (50, 250 e 500mg/kg) reduziu a nocicepção causada pelo ácido acético, assim como também na segunda fase (inflamatória) do teste de formalina. Na fase neurogênica do teste de formalina, o EHPa nas doses de 250 e 500mg/kg conseguiu reduzir o tempo de reação dos animais em 51% e 71,1%, respectivamente. No teste de glutamato, o EHPa (50, 250 e 500mg/kg) reverteu a nocicepção causada pela injeção intraplantar de glutamato em 61,2%, 71,7% e 86% respectivamente. A naloxona não foi capaz de reverter a ação desempenha pelo EHPa (500mg/kg) na fase neurogênica do teste de formalina. Em contrapartida, a naloxona foi capaz de bloquear o efeito antinociceptivo do EHPa na fase inflamatória. O L-NAME não foi capaz de reverter ação antinociceptiva central do EHPa; Na fase inflamatoria, o LNAME foi capaz de aumentar ainda mais a ação antinociceptiva periférica do EHPa em 49,3%. No teste in vitro, o EHPa inibiu as Cicloxigenases, apresentando maior seletividade para COX-2, quando comparada a COX-1. A β-amirina foi o composto que melhor interagiu com a COX-2. Conclusão: O EHPa tem efeitos antiinflamatórios e antinociceptivos significativos. A ação anti-inflamatória do EHPa envolve a participação de histamina e/ou 5HT, além da inibição das cicloxigenases, tendo maior seletividade por COX-2, causada pelo menos em parte, pela β-amirina. Os receptores opioides não estão envolvidos na atividade antinociceptiva central do EHPa, porém evidenciou-se a possível participação de receptores do tipo NMDA. A ação antinociceptiva periférica do EHPa parece envolver receptores opioides e a modulação de NO.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO E DA CRIANÇA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FISIOLÓGICAS/CCBS} }