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dc.creatorCUTRIM, Valéria Matos-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5624871858455897por
dc.contributor.advisor1FEITOSA, Márcia Manir Miguel-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0938601542329006por
dc.contributor.referee1FEITOSA, Márcia Manir Miguel-
dc.contributor.referee1Latteshttps://orcid.org/0000-0001-5750-8620por
dc.contributor.referee2MORAES, Cláudia Letícia Gonçalves-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/9298773384833958por
dc.contributor.referee3MENDES, Algemira de Macedo-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/9640006031037348por
dc.date.accessioned2026-07-06T13:29:43Z-
dc.date.issued2026-01-26-
dc.identifier.citationCUTRIM, Valéria Matos. Os griots e o papel da oralidade em angola: a formação da memória coletiva em Parábola do Cágado Velho, de Pepetela. 2026. 107 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade/CCH) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2026.por
dc.identifier.urihttps://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7097-
dc.description.resumoA literatura pós-colonial foi extremamente importante para que os escritores angolanos passassem a escrever a sua própria história, agora não mais escrita por um olhar colonial. A escrita passa a ser uma ferramenta extremamente importante de cunho emancipatório e combativo. Foi por meio dela que eles retratavam as guerras, a fome, a independência e os costumes locais que o povo continuava a cultivar. Como parte integrante desse leque de autores, destaca-se Pepetela, o qual, através de suas produções literárias, busca resgatar a história do seu povo oprimida pela chegada da colonização e, em concomitância, revelar traços socio-histórico- culturais que fundamentam seu território. Com um enredo marcado pela oralidade, empregando amplamente o Kimbundo, umas das línguas angolanas, o autor reaviva, valendo-se da memória coletiva, um tempo em que os ensinamentos eram repassados pela figura do mestre, os griots, verdadeiros tecelões ancestrais que possuem o compromisso de conservar o elo entre passado e presente. Com o romance Parábola do Cágado Velho (1996), Pepetela reinscreve a contação de estória pelo paralelo fala e escrita. É com esse romance que o autor assume um compromisso de regresso às origens. A partir de um mergulho em suas vivências, ele propõe uma relação entre homem-cágado, em que o animal é visto como um grande portador de conhecimento, reverenciado como uma entidade religiosa. O cágado seria cultuado como esse grande griot, que detém os valores, princípios e conselhos. Mediante a característica didática de uma parábola, o narrador se vale dessa alegoria para revisitar práticas ancestrais guardadas na memória coletiva de uma sociedade, impactando diretamente na perpetuação desse patrimônio imaterial que é a tradição oral, resgatando identidades e estabelecendo a coesão grupal em um potencial transformador. A relação entre o animal e Ulume simboliza uma comunhão entre a tradição e a sabedoria ancestral, expressando o culto às figuras detentoras de conhecimento. Logo, para a realização deste estudo, de abordagem qualitativa, de cunho bibliográfico e documental, dentro de um campo interdisciplinar, recorre-se a reflexões críticas de estudiosos como: Aimé Césaire (1978), Alain Gheerbrant (2007), Amadou Hampâte Bâ (1987), Ana Mafalda Leite (2020; 2022), Chinua Achebe (1989), Frantz Fanon (2005), Edward Said (1995), Gayatry Chakravorty Spivak (2010), Héli Chatelain (1888-89), Homi K. Bhabha (1998), Honorat Aguéssy (1997), Inocência Mata (2010; 2012; 2014), Jan Vansina (1982), Jean Chevalier (2007), Laura Padilha (1995), Leda Maria Martins (2021), Maurice Halbwachs (2003), Michael Pollak (1992), Pierre Nora (1993), Rita Chaves (1999; 2004; 2005), Stuart Hall (2003), Terry Eagleton (1983).por
dc.description.abstractPostcolonial literature played a crucial role in enabling Angolan writers to narrate their own history—no longer framed through a colonial gaze. Writing became a profoundly important tool of emancipation and resistance. Through it, authors depicted war, hunger, independence, and the local customs that the population continued to cultivate. Among this group of authors, Pepetela stands out. His literary works seek to reclaim the history of his people, suppressed with the advent of colonization, while simultaneously revealing socio-historical and cultural elements that shape the Angolan territory. Marked by a narrative grounded in orality and making extensive use of Kimbundu—one of Angola’s national languages—Pepetela’s writing revives, through collective memory, a time when knowledge was transmitted by the master figure of the griots, ancestral storytellers entrusted with preserving the link between past and present. In the novel Parábola do Cágado Velho (1996), Pepetela reinscribes storytelling through the interplay of speech and writing, assuming a literary commitment to returning to his origins. Drawing on personal experiences, he proposes a symbolic relationship between man and tortoise, in which the animal appears as a bearer of knowledge and is revered as a religious entity. The tortoise is celebrated as a kind of griot, guardian of values, principles, and advice. Through the didactic structure of a parable, the narrator employs this allegory to revisit ancestral practices embedded in the collective memory of society, directly contributing to the preservation of intangible heritage—namely, oral tradition—while recovering identities and reinforcing group cohesion in a potentially transformative way. The relationship between the animal and Ulume symbolizes a communion between tradition and ancestral wisdom, expressing reverence for knowledge-bearing figures. To develop this study—which follows a qualitative approach and draws on bibliographic and documentary sources within an interdisciplinary framework—this work engages with critical reflections by scholars such as Aimé Césaire (1978), Alain Gheerbrant (2007), Amadou Hampâté Bâ (1987), Ana Mafalda Leite (2020; 2022), Chinua Achebe (1989), Frantz Fanon (2005), Edward Said (1995), Gayatri Chakravorty Spivak (2010), Héli Chatelain (1888–89), Homi K. Bhabha (1998), Honorat Aguéssy (1997), Inocência Mata (2010; 2012; 2014), Jan Vansina (1982), Jean Chevalier (2007), Laura Padilha (1995), Leda Maria Martins (2021), Maurice Halbwachs (2003), Michael Pollak (1992), Pierre Nora (1993), Rita Chaves (1999; 2004; 2005), Stuart Hall (2003), and Terry Eagleton (1983).eng
dc.description.provenanceSubmitted by Daniella Santos (daniella.santos@ufma.br) on 2026-07-06T13:29:43Z No. of bitstreams: 1 Valeria_Cutrim.pdf: 1153293 bytes, checksum: 8fc489da7cf32fdd1c625d6c4f862c04 (MD5)eng
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2026-07-06T13:29:43Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Valeria_Cutrim.pdf: 1153293 bytes, checksum: 8fc489da7cf32fdd1c625d6c4f862c04 (MD5) Previous issue date: 2026-01-26eng
dc.description.sponsorshipCAPESpor
dc.formatapplication/pdf*
dc.languageporpor
dc.publisherUniversidade Federal do Maranhãopor
dc.publisher.departmentDEPARTAMENTO DE LETRAS/CCHpor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.initialsUFMApor
dc.publisher.programPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA E SOCIEDADE/CCHpor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectparábola do cágado velho;por
dc.subjectpepetela;por
dc.subjectoralidade;por
dc.subjectmemória;por
dc.subjectAngola;por
dc.subjectthe Parable of the Old Tortoise;eng
dc.subjectpepetela;eng
dc.subjectorality;eng
dc.subjectmemory;eng
dc.subjectAngola.eng
dc.subject.cnpqLetraspor
dc.titleOs griots e o papel da oralidade em angola: a formação da memória coletiva em Parábola do Cágado Velho, de Pepetela    por
dc.title.alternativeGriots and the Role of Orality in Angola: The Formation of Collective Memory in *Parábola do Cágado Velho* by Pepetelaeng
dc.typeDissertaçãopor
Aparece nas coleções:DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA E SOCIEDADE (PGCULT) MESTRADO INTERDISCIPLINAR

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