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Tipo do documento: Dissertação
Disponibilização parcial por motivo de submissão de manuscrito científicos para revistas (sem data prevista para liberação)
Título: Insegurança alimentar e sustentabilidade alimentar no Brasil: interseções entre o consumo de alimentos ultraprocessados, desigualdade racial e pegada de carbono da dieta
Título(s) alternativo(s): Food insecurity and food sustainability in Brazil: intersections between the consumption of ultra-processed foods, racial inequality, and the carbon footprint of the diet.
Autor: LIMA, Alícia Cardoso 
Primeiro orientador: COSTA, Andréa Suzana Vieira
Primeiro coorientador: FURTADO, Elane Viana Hortegal
Primeiro membro da banca: COSTA, Andréa Suzana Vieira
Segundo membro da banca: VARGA, István van Deursen
Terceiro membro da banca: FRANÇA, Ana Karina Teixeira da Cunha
Quarto membro da banca: MIRANDA NETO, Pedro Agnel Dias
Resumo: Os sistemas alimentares atuais são caracterizados por crescente industrialização, globalização, longas cadeias produtivas e intensificação do consumo de alimentos ultraprocessados (AUP). Esses fatores têm contribuído para uma sindemia global, marcada pelas pandemias da obesidade e da desnutrição, intensificadas pelas mudanças climáticas e com impactos sobre segurança alimentar (SA), principalmente de populações negras e grupos socialmente vulnerabilizados, aprofundando desigualdades. Diante disso, o Capítulo I desta dissertação realiza uma revisão integrativa para sumarizar o consumo alimentar da população negra brasileira e identificar determinantes de suas escolhas alimentares. A busca foi realizada em seis bases de dados (SCOPUS, PubMed, EMBASE, Web of Science, Lilacs e Medline), em português e inglês, além de busca manual nas referências, resultando na inclusão de 14 estudos transversais. A análise identificou maior consumo de feijão, carboidratos e carnes e gorduras, e menor consumo de frutas, legumes, verduras, ultraprocessados, bebidas açucaradas e fast-food entre pardos, negros e quilombolas. Foram identificadas influências de determinantes socioeconômicos, raciais, demográficos e territoriais. O Capítulo II desta dissertação teve como objetivo analisar a associação entre o consumo de AUP e os níveis de (in)segurança alimentar (IA) na população brasileira. Trata-se de um estudo transversal com dados secundários da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017–2018, com amostra representativa composta por 46.164 indivíduos com 10 anos ou mais de idade. A segurança alimentar foi avaliada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar e o consumo alimentar foi obtido por recordatório de 24 horas e classificado pela classificação NOVA. Foram consideradas variáveis demográficas e socioeconômicas. Os resultados mostraram maior consumo de alimentos in natura e minimamente processados em domicílios com IA e maior consumo de AUP entre aqueles em SA. Observou-se ainda associação negativa entre o consumo de AUP e a IA leve e grave, com diferenças reduzidas após ajuste das variáveis, sugerindo possível homogeneização do consumo entre os grupos. Por fim, o Capítulo III analisou as diferenças da pegada de carbono (PC) da dieta segundo os níveis de IA na população brasileira, utilizando dados da POF 2017–2018. A PC foi estimada a partir de coeficientes de emissão associados aos alimentos consumidos. Os resultados mostraram associação negativa entre a IA e a PC da dieta, principalmente nos níveis moderado e grave, sendo positiva entre indivíduos em SA. Observou-se maior PC entre indivíduos do sexo masculino, adultos, com maior escolaridade, maior renda, residentes em áreas rurais e nas regiões Centro-Oeste e Norte.
Abstract: Current food systems are characterized by increasing industrialization, globalization, long supply chains, and the intensification of ultra-processed food (UPF) consumption. These factors have contributed to a global syndemic marked by the pandemics of obesity and malnutrition, exacerbated by climate change and with significant impacts on food security (FS), particularly among Black populations and socially vulnerable groups, thereby deepening inequalities. In this context, Chapter I of this dissertation presents an integrative review aimed at summarizing the dietary patterns of the Black Brazilian population and identifying the determinants of their food choices. The search was conducted across six databases (SCOPUS, PubMed, EMBASE, Web of Science, LILACS, and MEDLINE), in Portuguese and English, in addition to a manual reference search, resulting in the inclusion of 14 cross-sectional studies. The analysis revealed higher consumption of beans, carbohydrates, meats, and fats, and lower consumption of fruits, vegetables, ultra-processed foods, sugar-sweetened beverages, and fast food among mixed-race (pardo), Black, and quilombola populations, with influences from socioeconomic, racial, demographic, and territorial determinants. Chapter II aimed to analyze the association between UPF consumption and levels of food (in)security in the Brazilian population through a cross-sectional study using secondary data from the 2017–2018 Household Budget Survey (POF), with a representative sample of 46,164 individuals aged 10 years or older. Food security was assessed using the Brazilian Food Insecurity Scale, and dietary intake was obtained through a 24-hour recall and classified according to the NOVA system, considering demographic and socioeconomic variables. The results showed higher consumption of unprocessed and minimally processed foods in food-insecure households and higher consumption of UPFs among food-secure individuals, as well as a negative association between UPF consumption and both mild and severe food insecurity, with reduced differences after adjustment, suggesting a possible homogenization of consumption across groups. Finally, Chapter III analyzed differences in the dietary carbon footprint (CF) according to food insecurity levels using POF 2017–2018 data, estimating CF based on emission coefficients associated with consumed foods. The findings indicated a negative association between food insecurity and dietary CF, particularly at moderate and severe levels, and a positive association among food-secure individuals, with higher CF observed among males, adults, individuals with higher education and income, those living in rural areas, and residents of the Central-West and Northern regions.
Palavras-chave: sistemas alimentares;
alimentos ultraprocessados;
insegurança alimentar;
pegada de carbono;
determinantes sociais da saúde;
food systems;
ultra-processed foods;
food insecurity;
carbon footprint;
social determinants of health.
Área(s) do CNPq: Ciência e Tecnologia de Alimentos
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: DEPARTAMENTO DE MEDICINA II/CCBS
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E AMBIENTE/CCBS
Citação: LIMA, Alícia Cardoso. Insegurança alimentar e sustentabilidade alimentar no Brasil: interseções entre o consumo de alimentos ultraprocessados, desigualdade racial e pegada de carbono da dieta. 2026. 104 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ambiente/CCBS) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2026.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6978
Data de defesa: 24-Abr-2026
Aparece nas coleções:DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E AMBIENTE

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