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Tipo do documento: Dissertação
Título: Conhecimentos, atitudes, práticas e condição bucal de mulheres com gravidez de alto risco em hospital de referência em uma cidade do nordeste do Brasil
Título(s) alternativo(s): Knowledge, attitudes, practices, and oral health status of women with high-risk pregnancies at a referral hospital in a city in northeastern Brazil
Autor: SILVA, Fábio Mesquita da 
Primeiro orientador: LOPES, Fernanda Ferreira
Primeiro membro da banca: LOPES, Fernanda Ferreira
Segundo membro da banca: MONTEIRO, Sally Cristina Moutinho
Terceiro membro da banca: NASCIMENTO, Maria do Desterro Soares Brandão
Quarto membro da banca: COSTA, Susilena Arouche
Quinto membro da banca: PEREIRA, Adriana de Fátima Vasconcelos
Resumo: Introdução: As alterações fisiológicas da gestação podem aumentar a suscetibilidade a agravos bucais, os quais podem estar associados a complicações obstétricas, especialmente em gestantes de alto risco. Objetivo: Analisar conhecimentos, atitudes, práticas e condição de saúde bucal de gestantes de alto risco, bem como seu perfil sociodemográfico e a associação entre fatores sociodemográficos e índices bucais. Metodologia: Estudo transversal, observacional e analítico, realizado com 120 gestantes internadas em um hospital universitário materno-infantil. Foram coletados dados sociodemográficos, aplicados questionários sobre conhecimentos, atitudes e práticas e realizado exame clínico por meio dos índices CPOD (Índice de dentes cariados, perdidos e obturados) e IPC (Índice periodontal comunitário). A análise incluiu estatística descritiva e inferencial (α=5%). Resultados: As gestantes apresentaram idade média de 28,6 anos e elevada vulnerabilidade socioeconômica (68,3% com renda ≤1 salário mínimo), com média de 2,54 gestações e idade gestacional de 27,29 semanas. Observou-se alta percepção e atitudes positivas (>90%), associadas a boas práticas de higiene (96,7% escovação ≥2x/dia; 80,8% uso de fio dental) e elevada adesão a consultas odontológicas (88,3%). Contudo, persistiram lacunas quanto à influência da saúde bucal materna na saúde fetal (54,2%) e ao início do acompanhamento odontológico infantil (75,8%). Clinicamente, 88,3% necessitavam de intervenção periodontal, com CPOD médio de 4,53 e baixa frequência de periodonto saudável (11,7%), predominando cálculo (53,3%) e sangramento à sondagem (30,0%). Não foi observada associação estatisticamente significativa entre o CPOD total e as variáveis sociodemográficas (p>0,05); entretanto, a renda familiar associou-se ao número de dentes cariados (p=0,018), com maior média entre gestantes de menor renda, e a escolaridade associou- se ao número de dentes obturados (p=0,012), com maiores médias entre aquelas com maior nível educacional. Para a condição periodontal, não houve associação com idade ou escolaridade (p>0,05), porém observou-se associação com a renda (p<0,001), indicando piores condições periodontais entre gestantes de menor renda. Conclusão: As gestantes relataram boas atitudes e práticas em saúde bucal, porém elevada carga de doença e necessidade de intervenção periodontal, evidenciando discrepância entre comportamento autorreferido e condição clínica. Persistem lacunas de conhecimento, especialmente quanto à influência da saúde bucal materna na saúde fetal. A associação entre baixa renda e piores condições bucais reforça o papel dos determinantes socioeconômicos e a necessidade de fortalecer ações educativas e integrar o pré-natal odontológico à assistência obstétrica.
Abstract: Introduction: Physiological changes during pregnancy may increase susceptibility to oral diseases, which can be associated with obstetric complications, especially in high-risk pregnancies. Objective: To analyze the knowledge, attitudes, practices, and oral health status of high-risk pregnant women, as well as their sociodemographic profile and the association between sociodemographic factors and oral health indices. Methods: This was a cross-sectional, observational, and analytical study conducted with 120 pregnant women hospitalized in a maternal- infant university hospital. Sociodemographic data were collected, and questionnaires assessing knowledge, attitudes, and practices were administered. Clinical examination was performed using the DMFT index (Decayed, Missing, and Filled Teeth) and the Community Periodontal Index (CPI). Data were analyzed using descriptive and inferential statistics (α=5%). Results: The participants had a mean age of 28.6 years and showed high socioeconomic vulnerability (68.3% with income ≤1 minimum wage), with a mean of 2.54 pregnancies and a mean gestational age of 27.29 weeks. High levels of perception and positive attitudes (>90%) were observed, along with good oral hygiene practices (96.7% brushing ≥2 times/day; 80.8% flossing) and high adherence to dental visits (88.3%). However, knowledge gaps persisted regarding the influence of maternal oral health on fetal health (54.2%) and the timing of early dental care for infants (75.8%). Clinically, 88.3% required periodontal intervention, with a mean DMFT of 4.53 and a low prevalence of healthy periodontium (11.7%), with calculus (53.3%) and bleeding on probing (30.0%) being the most frequent findings. No statistically significant association was found between total DMFT and sociodemographic variables (p>0.05). However, family income was associated with the number of decayed teeth (p=0.018), with higher means among lower-income women, and education level was associated with the number of filled teeth (p=0.012), with higher means among those with higher education. Regarding periodontal status, no association was found with age or education (p>0.05), whereas a significant association was observed with income (p<0.001), indicating worse periodontal conditions among lower-income women. Conclusion: Although the participants reported positive attitudes and practices, a high burden of oral disease and need for periodontal intervention were observed, highlighting a discrepancy between self-reported behavior and clinical condition. Knowledge gaps remain, particularly regarding the relationship between maternal oral health and fetal health. The association between low income and poorer oral health outcomes reinforces the role of socioeconomic determinants and the need to strengthen educational actions and integrate dental care into prenatal assistance.
Palavras-chave: saúde bucal;
gravidez de alto risco;
pré-natal odontológico;
prematuridade.
oral health;
high-risk pregnancy;
prenatal dental care;
prematurity.
Área(s) do CNPq: Odontologia Social e Preventiva
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA II/CCBS
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO
Citação: SILVA, Fábio Mesquita da. Conhecimentos, atitudes, práticas e condição bucal de mulheres com gravidez de alto risco em hospital de referência em uma cidade do nordeste do Brasil. 2026. 70 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Saúde do Adulto) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2026.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6959
Data de defesa: 24-Abr-2026
Aparece nas coleções:DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DO ADULTO

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