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dc.creatorALMEIDA, Ludimila Silva de-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3841039927366685por
dc.contributor.advisor1ARAÚJO, Naiara Sales-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6546941294458117por
dc.contributor.referee1ARAÚJO, Naiara Sales-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6546941294458117por
dc.contributor.referee2CAVALCANTE, José Dino Costa-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/0708860193607869por
dc.contributor.referee3NOBREGA, Maria Marta dos Santos Silva-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/2123326909056011por
dc.date.accessioned2026-02-20T14:05:29Z-
dc.date.issued2025-10-20-
dc.identifier.citationALMEIDA, Ludimila Silva de. Loucura e depressão em “A escrava” e Ponciá Vicêncio: aspectos psicopatológicos, percursos e diálogos pós-coloniais. 2025. 102 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Letras - Campus Bacanga) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2025.por
dc.identifier.urihttps://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6777-
dc.description.resumoEsta dissertação teve como objetivo analisar os aspectos psicopatológicos da loucura e da depressão nas obras “A Escrava” e Ponciá Vicêncio, à luz dos fundamentos da teoria do discurso pós-colonial. Em ambas as narrativas, observou-se que os contextos colonial e neocolonial atuam como catalisadores de reações neuróticas e psicóticas — manifestadas por meio da loucura e da depressão — nas protagonistas Joana e Ponciá. Esses transtornos são compreendidos como respostas subjetivas à lógica opressora da colonialidade, que marca os corpos negros com traumas históricos, epistêmicos e simbólicos. A partir de uma perspectiva fenomenológica e decolonial, esta pesquisa qualitativa traçou um panorama histórico que se estende desde a Modernidade e o auge do colonialismo até os desdobramentos contemporâneos da colonialidade do poder (Quijano, 1992), focalizando seus impactos psíquicos em sujeitos racializados e subalternizados. A abordagem adotada foi interepistêmica, promovendo um diálogo entre teóricos pós-coloniais — como Frantz Fanon (2020), Gayatri Spivak (2010), Stuart Hall (2023) e Aimé Césaire (2020) — e pensadores latino-americanos da vertente decolonial, como Aníbal Quijano (1992), Enrique Dussel (1993), María Lugones (2014), Walter Mignolo (2010) e Lélia Gonzalez (2020). A análise propôs uma leitura crítica da zona psíquica do sujeito colonizado, com ênfase nos mecanismos de sofrimento mental engendrados pela violência epistêmica e pelas estruturas de dominação racial, de gênero e de classe herdadas da colonização. Como resultado, verificou-se que tanto Joana quanto Ponciá encarnam formas de sofrimento mental que não podem ser dissociadas das marcas históricas da colonialidade. A loucura e a depressão, nesses casos, não se configuram apenas como categorias clínicas, mas como expressões de resistência subjetiva e modos de denúncia das violências estruturais que atravessam os corpos negros. A pesquisa evidenciou, ainda, a potência da literatura como espaço crítico para a compreensão dos efeitos psíquicos da opressão colonial e como ferramenta de visibilização de vozes silenciadas. Diante da escassez de estudos que articulem psicopatologia e literatura sob essa perspectiva, este trabalho contribui para o fortalecimento dos diálogos interdisciplinares entre saúde mental, crítica pós-colonial e produção literária afro- brasileira.por
dc.description.abstractThis dissertation aimed to analyze the psychopathological aspects of madness and depression in the novels “A Escrava” and Ponciá Vicêncio, through the lens of postcolonial discourse theory. In both narratives, it was observed that colonial and neocolonial contexts act as catalysts for neurotic and psychotic reactions—manifested through madness and depression—in the protagonists Joana and Ponciá. These disorders are understood as subjective responses to the oppressive logics of coloniality, which inscribe historical, epistemic, and symbolic trauma onto Black bodies. From a phenomenological and decolonial perspective, this qualitative research traced a historical panorama from the rise of Modernity and the height of colonialism to the contemporary unfolding of the coloniality of power (Quijano, 1992), focusing on its psychic impacts on racialized and subalternized subjects. The approach was inter-epistemic, establishing a dialogue between postcolonial theorists—such as Frantz Fanon (2020), Gayatri Spivak (2010), Stuart Hall (2023), and Aimé Césaire (2020)—and Latin American decolonial thinkers, including Aníbal Quijano (1992), Enrique Dussel (1993), María Lugones (2014), Walter Mignolo (2010), and Lélia Gonzalez (2020). The analysis proposed a critical reading of the psychic zone of the colonized subject, emphasizing the mental suffering produced by epistemic violence and the structures of racial, gender, and class domination inherited from colonialism. As a result, it was found that both Joana and Ponciá embody forms of psychological suffering that cannot be dissociated from the historical marks of coloniality. Madness and depression, in these cases, are not merely clinical categories but emerge as expressions of subjective resistance and forms of denouncing the structural violence inflicted on Black bodies. The research also highlighted the power of literature as a critical space for understanding the psychic effects of colonial oppression and as a tool for giving visibility to silenced voices. Given the scarcity of studies that articulate psychopathology and literature from this perspective, this work contributes to strengthening interdisciplinary dialogues between mental health, postcolonial criticism, and Afro-Brazilian literary production.eng
dc.description.provenanceSubmitted by Jonathan Sousa de Almeida (jonathan.sousa@ufma.br) on 2026-02-20T14:05:29Z No. of bitstreams: 1 LUDIMILA_ALMEIDA.pdf: 874039 bytes, checksum: 592153467bffb6b762ba6b20542ce058 (MD5)eng
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2026-02-20T14:05:29Z (GMT). No. of bitstreams: 1 LUDIMILA_ALMEIDA.pdf: 874039 bytes, checksum: 592153467bffb6b762ba6b20542ce058 (MD5) Previous issue date: 2025-10-20eng
dc.description.sponsorshipUFMApor
dc.formatapplication/pdf*
dc.languageporpor
dc.publisherUniversidade Federal do Maranhãopor
dc.publisher.departmentDEPARTAMENTO DE LETRAS/CCHpor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.initialsUFMApor
dc.publisher.programPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - Campus Bacangapor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectpós-colonialismo;por
dc.subjectpsicopatologia;por
dc.subjectloucura;por
dc.subjectdepressão;por
dc.subjectA Escrava;por
dc.subjectPonciá Vicêncio.por
dc.subjectpostcolonialism;eng
dc.subjectpsychopathology;eng
dc.subjectmadness;eng
dc.subjectdepression;eng
dc.subjectA Escrava;eng
dc.subjectPonciá Vicêncio.eng
dc.subject.cnpqLiteratura Brasileirapor
dc.subject.cnpqLetraspor
dc.titleLoucura e depressão em “A escrava” e Ponciá Vicêncio: aspectos psicopatológicos, percursos e diálogos pós-coloniaispor
dc.title.alternativeMadness and depression in "The Slave" and Ponciá Vicêncio: psychopathological aspects, trajectories, and post-colonial dialogueseng
dc.typeDissertaçãopor
Aparece nas coleções:DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - CAMPUS BACANGA

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