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Tipo do documento: Dissertação
Título: “TEM MULHER QUE VOLTA, TEM MULHER QUE SOME”: A ATUAÇÃO DA CASA DA MULHER MARANHENSE NO COMBATE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Título(s) alternativo(s): "SOME WOMEN COME BACK, SOME WOMEN DISAPPEAR": THE ROLE OF THE MARANHÃO WOMEN'S HOUSE IN COMBATING DOMESTIC VIOLENCE
Autor: PEREIRA, Carmelitha Aguilar Carlos 
Primeiro orientador: SOUSA, Karina Almeida de
Primeiro coorientador: SILVA, Maynara Costa de Oliveira
Primeiro membro da banca: SOUSA, Karina Almeida de
Segundo membro da banca: PANTOJA, Vanda Maria Leite
Terceiro membro da banca: ALBUQUERQUE, Rossana Maria Marinho
Quarto membro da banca: SILVA, Maynara Costa de Oliveira
Resumo: Esta pesquisa insere-se no debate sobre as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica contra as mulheres e as tensões entre suas promessas normativas e a implementação concreta nos serviços estatais. Ao investigar a Casa da Mulher Maranhense em Imperatriz/MA, indaga-se se e como esse serviço promove os direitos humanos das mulheres e contribui para o rompimento do ciclo de violência, considerando os entraves de um contexto socioeconômico desigual e de um sistema de justiça que frequentemente revitimiza suas usuárias. O objetivo do estudo é compreender as dinâmicas institucionais que configuram a atuação da Casa, a partir das clivagens de gênero, raça e classe. A pesquisa adota o método etnográfico, articulado à análise documental, com foco nas fichas de atendimento do setor psicossocial referentes ao ano de 2023. Os achados revelam que, embora a Casa se constitua como um espaço estratégico de acolhimento e encaminhamento, seu funcionamento está atravessado por lacunas estruturais, rotinas burocráticas e barreiras no acesso. As implicações teóricas e práticas apontam para a necessidade de reconfiguração das políticas públicas a partir de uma escuta situada e interseccional. O aporte teórico baseia-se em Saffioti (2015), Federici (2017) e Gonzalez (2020), que compreendem a violência como fenômeno estrutural, funcional ao patriarcado e ao capitalismo. Além disso, Crenshaw (2002) e Collins (2016) são mobilizadas como referência fundamental para a compreensão da interseccionalidade enquanto lente analítica que evidencia a desigualdade no acesso aos direitos. Diálogos com Gago (2020) e Pasinato (2011) permitem problematizar os efeitos da institucionalização da pauta feminista nas práticas de cuidado. Trata-se de uma pesquisa original que contribui para o campo dos estudos sociológicos, feministas e das políticas públicas, ao iluminar os impasses e as potências de um serviço estatal no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher em uma cidade marcada por desigualdades.
Abstract: This research is part of the debate on public policies to combat domestic violence against women and the tensions between their normative promises and concrete implementation in state services. By investigating the Maranhense Women's House in Imperatriz, Maranhão, it asks whether and how this service promotes women's human rights and contributes to breaking the cycle of violence, considering the obstacles of an unequal socioeconomic context and a justice system that often revictimizes its users. The objective of the study is to understand the institutional dynamics that shape the House's activities, based on gender, race, and class divisions. The research adopts an ethnographic method, combined with documentary analysis, focusing on the psychosocial sector's service records for the year 2023. The findings reveal that, although the House is a strategic space for reception and referral, its operation is hampered by structural gaps, bureaucratic routines, and barriers to access. The theoretical and practical implications point to the need to reconfigure public policies based on situated and intersectional listening. The theoretical contribution is based on Saffioti (2015), Federici (2017), and Gonzalez (2020), who understand violence as a structural phenomenon, functional to patriarchy and capitalism. In addition, Crenshaw (2002) and Collins (2016) are mobilized as fundamental references for understanding intersectionality as an analytical lens that highlights inequality in access to rights. Dialogues with Gago (2020) and Pasinato (2011) allow us to problematize the effects of the institutionalization of the feminist agenda in care practices. This is an original study that contributes to the field of sociological, feminist, and public policy studies by shedding light on the impasses and potential of a state service in combating domestic violence against women in a city marked by inequalities.
Palavras-chave: Violência doméstica;
Casa da Mulher Maranhense;
Enfrentamento da violência;
Interseccionalidade;
Imperatriz/MA;
Serviços públicos
Domestic violence;
Casa da Mulher Maranhense;
Combating violence;
Intersectionality;
Imperatriz/MA;
Public services
Área(s) do CNPq: Antropologia Urbana
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: COORDENAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURAS EM CIENCIAS NATURAIS GRAJAÚ/CAMPUS VI
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA - PPGS - Imperatriz
Citação: PEREIRA, Carmelitha Aguilar Carlos.“Tem mulher que volta, tem mulher que some”: A atuação da casa da mulher maranhense no combate à violência doméstica. 2025. 151 f. Dissertação( Programa de Pós-graduação em Sociologia - PPGS - Imperatriz) - Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6776
Data de defesa: 15-Ago-2025
Aparece nas coleções:DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA

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