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Tipo do documento: Dissertação
Título: Qualidade de vida de pessoas idosas negras com hipertensão arterial
Título(s) alternativo(s): Quality of life of elderly black people with hypertension
Autor: SILVA, Eusiene Furtado Mota 
Primeiro orientador: SARDINHA, Ana Hélia de Lima
Primeiro membro da banca: SARDINHA, Ana Hélia Lima
Segundo membro da banca: VASCONCELOS, Eliane Maria Ribeiro de
Terceiro membro da banca: AQUINO, Dorlene Maria Cardoso de
Resumo: A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma das condições crônicas mais prevalentes entre pessoas idosas e afeta de forma mais acentuada a população negra, comprometendo a qualidade de vida. A intersecção entre raça, envelhecimento e condições crônicas evidencia iniquidades históricas no acesso à saúde e nas condições de vida, o que reforça a importância de avaliar a qualidade de vida dessa população para subsidiar políticas públicas equitativas e práticas de cuidado culturalmente sensíveis. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida de pessoas idosas negras com hipertensão arterial. Trata-se de um estudo transversal e analítico, realizado entre janeiro e junho de 2025. A coleta de dados foi conduzida presencialmente pela pesquisadora principal, mediante aplicação de dois questionários estruturados: o primeiro abordando variáveis sociodemográficas, hábitos de vida, aspectos clínicos e dados antropométricos; e o segundo correspondente ao instrumento validado Medical Outcomes Short-Form Health Survey (SF-36), que avalia oito domínios da qualidade de vida. A análise dos dados foi realizada no Statistical Package for the Social Sciences (versão 24.0), utilizando-se os testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e correlação de Spearman (p<0,05). A amostra foi composta por 191 indivíduos, predominantemente mulheres (65,4%), com idade mediana de 72 anos, casados (70,2%), aposentados (89,0%), com renda entre um e três salários mínimos (93,2%) e ensino fundamental incompleto (41,9%). A maioria não fumava (92,7%), não consumia álcool (90,1%) e apenas 37,7% praticava atividade física. Quanto aos aspectos clínicos, 89% conviviam com o diagnóstico há mais de seis anos e 99,0% estavam em tratamento medicamentoso. A mediana do Índice de Massa Corporal foi de 26 kg/m2 e da circunferência da cintura, 92,8 cm. Os menores escores de qualidade de vida foram observados nos domínios dor (mediana=32), aspectos emocionais (mediana=33,3) e vitalidade (mediana=40), enquanto saúde mental (mediana=72) e aspectos sociais (mediana=50) apresentaram melhores valores. Participantes solteiros, com maior escolaridade e praticantes de atividade física apresentaram escores mais elevados (p<0,001). Maior tempo de diagnóstico, tabagismo e baixa prática de atividade física associaram-se a piores resultados em múltiplos domínios (p<0,05). A presença de outras condições crônicas associou-se à maiores escores nos domínios vitalidade, dor, aspectos emocionais, sociais e saúde mental (p<0,05). O uso de serviços privados e a frequência regular aos serviços também apresentaram associações positivas com vários domínios. Conclui-se que a qualidade de vida de pessoas idosas negras com hipertensão arterial sistêmica é influenciada por fatores sociodemográficos, clínicos e comportamentais. A predominância de mulheres com baixa escolaridade e renda, associada ao sobrepeso, sedentarismo e comorbidades, configura um cenário de vulnerabilidade que compromete especialmente os domínios dor, aspectos emocionais e vitalidade, reforçando a necessidade de estratégias de cuidado culturalmente sensíveis e equitativas na atenção primária à saúde.
Abstract: Systemic arterial hypertension is one of the most prevalent chronic conditions among older adults and affects the Black population more significantly, compromising their quality of life. The intersection between race, aging, and chronic conditions highlights historical inequities in access to healthcare and living conditions, reinforcing the importance of assessing the quality of life of this population to support equitable public policies and culturally sensitive care practices. The objective of this study was to evaluate the quality of life of older Black people with hypertension. This is a cross- sectional and analytical study, conducted between January and June 2025. Data collection was conducted in person by the principal investigator, using two structured questionnaires: the first addressing sociodemographic variables, lifestyle habits, clinical aspects, and anthropometric data; and the second corresponding to the validated Medical Outcomes Short-Form Health Survey (SF-36), which assesses eight domains of quality of life. Data analysis was performed using the Statistical Package for the Social Sciences (version 24.0), employing the Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, and Spearman correlation tests (p < 0.05). The sample consisted of 191 individuals, predominantly women (65.4%), with a median age of 72 years, married (70.2%), retired (89.0%), and with an income between one and three minimum wages (93.2%), as well as having incomplete primary education (41.9%). The majority did not smoke (92.7%), did not consume alcohol (90.1%), and only 37.7% practiced physical activity. Regarding clinical aspects, 89% had lived with the diagnosis for more than six years, and 99.0% were undergoing drug treatment. The median Body Mass Index was 26 kg/m2, and the median waist circumference was 92.8 cm. The lowest quality of life scores were observed in the domains of pain (median=32), emotional aspects (median=33.3), and vitality (median=40), while mental health (median=72) and social aspects (median=50) showed better values. Participants with higher education levels, those who practiced physical activity, and single individuals presented higher scores (p < 0.001). Longer time since diagnosis, smoking, and low levels of physical activity were associated with worse results in multiple domains (p<0.05). The presence of other chronic conditions was associated with higher scores in the domains of vitality, pain, emotional aspects, social aspects, and mental health (p < 0.05). The use of private services and regular attendance at services also showed positive associations with several domains. It is concluded that sociodemographic, clinical, and behavioral factors influence the quality of life of elderly Black people with systemic arterial hypertension. The predominance of women with low levels of education and income, coupled with overweight, sedentary lifestyles, and comorbidities, creates a vulnerable scenario that particularly compromises the domains of pain, emotional well-being, and vitality, reinforcing the need for culturally sensitive and equitable care strategies in primary health care.
Palavras-chave: idoso;
população negra;
hipertensão;
qualidade de vida;
atenção primária à saúde.
elderly;
black people;
hypertension;
quality of life;
primary health care.
Área(s) do CNPq: Enfermagem
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM/CCBS
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM/CCBS
Citação: SILVA, Eusiene Furtado Mota. Qualidade de vida de pessoas idosas negras com hipertensão arterial. 2025. 79 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Enfermagem/CCBS) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2025.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6771
Data de defesa: 19-Dez-2025
Aparece nas coleções:DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

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