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Tipo do documento: Dissertação
Título: Merleau-ponty e a medicalização da existência: por uma fenomenologia do corpo próprio
Título(s) alternativo(s): Merleau-ponty and the medicalization of existence: by a phenomenology of the body itself
Autor: SANTOS, Neemyas Kerr Batalha dos 
Primeiro orientador: SILVA JUNIOR, Almir Ferreira da
Primeiro coorientador: FONTENELLE, Plínio Santos
Primeiro membro da banca: SILVA JUNIOR, Almir Ferreira da
Segundo membro da banca: FONTENELLE, Plínio Santos
Terceiro membro da banca: ALVIM, Monica Botelho
Quarto membro da banca: BORBA, Jean Marlos Pinheiro
Resumo: A presente pesquisa se propõe discutir o tema da medicalização da existência tomando como perspectiva a fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty. Aqui a medicalização é caracterizada a pressuposição de que todas as questões relacionadas à existência e, inclusive, as doenças e o sofrimento podem ser suficientemente tratados por intervenções exclusivamente farmacológicas. A partir desse contexto, o nosso objetivo principal é tematizar as condições de possibilidade da psicofarmacoterapia como forma primeira e única para o tratamento dos transtornos mentais e de comportamento. Seguindo a tradição filosófica de Merleau-Ponty optamos por empregar uma metodologia que compreende um modelo de investigação tanto fenomenológico quanto hermenêutico. Fenomenológico porque não poderíamos prescindir a medicalização enquanto fenômeno, ou seja, no modo em que ele se nos apresenta. Portanto, empreende-se aqui um esforço para que medicalização seja tomada nesta pesquisa como fenômeno antes de ser analisada como problema. Por outro lado, a pesquisa também recorre a um olhar hermenêutico quando se debruça sobre as duas obras escolhidas para o estudo, a saber, A Estrutura do Comportamento e Fenomenologia da Percepção. A principal justificativa para a escolha dessas obras é que elas têm a peculiaridade de pertencerem a um só movimento. Em ambas existe o objetivo de compreender as relações entre a consciência e a natureza, entre o organismo e o meio e, entre o corpo e ele mesmo. Não obstante a essa uniformidade encontramos na primeira, elementos para uma crítica da noção de comportamento. Tal crítica nos guiou a compreensão de comportamento enquanto Gestalt e é esse o entendimento que nos leva na segunda obra a uma crítica da noção clássica de sensação. Ao longo das duas obras existe um fio condutor que implícita ou explicitamente justifica cada uma dessas críticas: trata-se do tema da percepção. A percepção discutida por Merleau-Ponty tem uma importância especial para nossa pesquisa porque é por intermédio dela que podemos falar de um corpo que não é apenas o corpo objeto (Körper/ Objectif), mas um corpo próprio (Leib/ Corps Proper ou Corps Vécu). É a este corpo próprio, é a este corpo fenomênico que submetemos o tema da medicalização da existência. Considerando que os transtornos mentais e comportamentais pertençam supostamente a uma ordem psicológica como passamos a crer que existe um isomorfismo entre essa ordem e os alvos farmacológicos dos psicotrópicos? Os principais resultados de nossa pesquisa sugerem que não existe tal isomorfismo. Que a linguagem do corpo, seja ela normal ou patológica, não se restringe a uma simples tradução de eventos neurofisiológicos, mas a uma potência expressiva da existência, cujo princípio não é apenas de revelar um sofrimento, mas também consiste no desejo do ser de compreendido por outrem. É pela necessidade dessa via terapêutica que achamos inviável qualquer tentativa de resumir o tratamento para tais transtornos a uma simples intervenção química no sistema nervoso.
Abstract: The present research proposes to discuss the topic of the medicalization of existence taking as a perspective the phenomenology of Maurice Merleau-Ponty. Here medicalization is characterized by the assumption that all issues related to existence and even illness and suffering can be sufficiently addressed by exclusively pharmacological interventions. From this context, our main objective is to thematize the conditions of possibility of psychopharmacotherapy as a first and only way for the treatment of mental and behavioral disorders. Following Merleau-Ponty's philosophical tradition we have chosen to employ a methodology that includes a model of phenomenological as well as hermeneutic research. Phenomenological because we could not dispense with medicalization as a phenomenon, that is, in the way in which it presents itself to us. Therefore, an effort is made here so that the medicalization might be understood in this research as a phenomenon before being analyzed as a problem. On the other hand the research also resorts to a hermeneutical look when it focuses on the two works chosen for the study, namely, The Structure of Behavior and Phenomenology of Perception. The main justification for choosing these works is that they have the peculiarity of belonging to a single movement. In both there is the objective of understanding the relations between consciousness and nature, between the organism and the environment, and between the body and itself. Notwithstanding this uniformity we find in the first, elements for a critique of the notion of behavior. Such criticism guided our understanding of behavior as Gestalt, and this is the understanding that leads us in the second work to a critique of the classical notion of sensation. Throughout the two works there is a thread that implicitly or explicitly justifies each of these criticisms: it is the subject of perception. The perception discussed by Merleau-Ponty is of particular importance to our research because it is through it that we can speak of a body that is not only the object body (Körper / Objectif), but the one's own body (Leib / Corps Proper or Corps Vécu). It is to this body itself, it is to this phenomenological body that we submit the subject of the medicalization of existence. Considering that mental and behavioral disorders are supposed to belong to a psychological order, how do we come to believe that there is an isomorphism between this order and the pharmacological targets of psychotropics? The main results of our research suggest that there is no such isomorphism. That the language of the body, be it normal or pathological, is not restricted to a simple translation of neurophysiological events, but to an expressive power of existence whose principle is not only to reveal suffering but also consists in the desire of being understood by others. It is because of the need for this therapeutic route that we find no attempt to summarize the treatment for such disorders to a simple chemical intervention in the nervous system.
Palavras-chave: Medicalização; Psicologia Fenomenológica; Corpo-Próprio; Existência; Transtornos Mentais.
Medicalization; Phenomenological Psychology; Own Body; Existence; Mental Disorder
Área(s) do CNPq: Psicologia Fisiológica
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA/CCH
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA/CCH
Citação: SANTOS, Neemyas Kerr Batalha dos. Merleau-ponty e a medicalização da existência: por uma fenomenologia do corpo próprio. 2017. 221f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Psicologia/CCH) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís .
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/tede/2256
Data de defesa: 9-Jun-2017
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